domingo, 6 de novembro de 2011

Jacinto Silva


"Jacinto Silva foi um intérprete peculiar da música do Nordeste"
Ranilson França (folclorista)
[ Fonte (frase): Jornal "Gazeta de Alagoas" ]

Nome completo: Sebastião Jacinto da Silva
Nome artístico: Jacinto Silva
Data de nascimento: 23/10/1933
Local: Palmeira dos Índios/AL
Data de falecimento: 19/02/2001
Local: Caruaru/PE
Gêneros: Coco, Embolada e outros Ritmos Regionais do Nordeste


BIOGRAFIA
Por Ranilson França

Ao aproximar-se o período junino nos vem a lembrança de um dos mais importantes astros da música popular nordestina: Jacinto Silva.

Nascido na cidade de Palmeira do Indios, Agreste alagoano, no dia 23 de outubro de 1933. Foi criado ouvindo os cantadores de Coco, violeiros, mestres de reisado, guerreiros, cantigas de sentinela e de terços, com o nome de batismo Sebastião Jacinto da Silva, o "Bastiãozinho" como era mais conhecido entre os amigos de infância, o menino Jacinto logo cedo assimilou os ritmos do povo de Alagoas.

Sua primeira apresentação pública aconteceu na década de 1950, no auditório da velha rádio Difusora, no programa da saudosa Odete Pacheco, onde foi batizado com o nome artistico de Jacinto Silva.

Em 1958, transfere-se para Caruaru onde inicia profissionamente sua carreira artistica. Em 1962, grava pela Mocanbo um 78 RPM, seu primeiro disco com as músicas "Bambuá-Bambuá" e "Justiça Divina", alcançando sucesso em todo Nordeste. Pouco tempo depois grava pela CBS seu primeiro LP, que se intitulou "Cidade de Alagoas", com destaque para as músicas "Aquela Rosa" e "Chora Bananeira", baseadas no folclore nordestino influenciado por Jackson do Pandeiro e Ary Lobo, com quem conviveu na década de 1960 no Rio de  Janeiro/RJ, Dominguinhos, Severino Januário, Luiz Gonzaga, Abdias, Trio Nordestino e outros bons da música nordestina. Em seu vasto e rico repertório aparece os Cocos, as Emboladas, Bentitos, Guerreiros e tantos outros ritmos baseados no folclore nordestino.

Coco Sincopado
Jacinto Silva foi um intérprete peculiar da música do nordeste, interpretava como ninguém suas canções inclusive o Coco Sincopado, gênero do qual era senhor absoluto.

Além de intérprete, Jacinto também compunha suas músicas ao lado de compositores famosos como Onildo almeida, Juarez Santiago, Janduhi Filizola, Ivan Ferraz, Sebastião França, Luiz Queiroga, Florival Ferreira, João Silva, Zé do Rojão, Geraldo Lopes e Zé do Brejo.

Segundo Jacinto, seu grande sucesso foi a marcha de Roda "Aquela Rosa". As suas músicas marcavam presença quase constante na Série Pau de Sebo, da ( extinta ) CBS.

Projeto "O Voo do Forró"
Participou, em 1988, juntamente com a Banda de Pífanos de Caruaru, do compositor e sanfoneiro Caxiado e de outros artistas pernanbucanos, do Projeto "O Voo do Forró", com uma série de apresentações na Europa principalmente na França e Alemanha. Desse encontro saiu o CD "Caruaru, Capital do Forró".

Em 1933, quando ele esteve em Maceió/AL, teve o prazer de conhecê-lo mais de perto e sentir o valor não só do artista, mas da sua personalidade.

Conversamos sobre vários assuntos envolvendo música, cultura popular, tendo no momento autografado alguns de seus discos. Visitamos os folguedos alagoanos, onde sentiu-se bastante á vontade. Á noite, no Burungundu, no Bairro Jacintinho, fez um lindo show ao lado de seu amigo Tororó do Rojão.

Grupo Cascabulho/PE
Jacinto Silva, fez uma partiicpação  especial  no disco do Grupo pernambucano  Cascabulho, onde interpretou com maestria a música "Xodó de Sanfoneiro", surgindo daí uma grande amiadae eantre ele e os jovens artistas pernambucanos.

Seus últimos discos foram produzidos por Zé da Flauta, que também lhe ajudou e incentivou bastante. Recebí do próprio Jacinto aquele que seria seu último disco "Só Não Dança Quem Não Quer", belíssimo trabalho em que ele relembrava seus grandes sucessos, com produção e direção artística de Zé da flauta.

Em primeiro de Maio de 1999, estive em  sua residência, em Caruaru (no conjunto INOCOP), onde passamos uma manhã inteira conversando e ouvindo suas histórias e planos para o futuro. Não  sabia que estava a me despedir do grande Jacinto Silva, o maior cantador de Coco, dos últimos tempos.

Seu amor por Alagoas, era sempre monstrado nas suas composições, nas quais Jacinto se esmerava em descrever suas belezas naturais  e seu encanto por seu Estado de nascença.

O Último Adeus
Faleceria em 19 de Fevereiro de 2001, ás 5 horas da madrugada , na Cidade de Caruaru, vitimado por um mal que lhe perseguia há algum tempo. Foi enterrado no mesmo dia, no  Cemitério Público da "Capital do Forró", acompanhado por poucos amigos e admiradores.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de  Alagoas", 17/08/2004 ]


JACINTO SILVA ( Perfil Artístico, 22 de Abril de 2011 )

Cantor, compositor, coquista e forrozeiro nascido em Palmeiras dos Índios, Alagoas.
Faleceu em 19 de fevereiro de 2001, na cidade de Caruaru, em Pernambuco, em decorrência de um câncer no fígado.

Começou a gravar em 1959, na extinta Fábrica de Discos Rozenblit, do Recife. "Chora bananeira" e "Aquela rosa" foram os seus primeiros sucessos.

Foi na gravadora CBS, porém, onde gravou de 1963 a 1973, que atingiu o auge da sua carreira.
Seu último trabalho em disco - "Só não dança quem não quer" -, gravado após anos de ostracismo e esquecimento, foi feito em 1998.

[Fonte: Blog-Geléia General/geleiageneral.blogspot.com ]


        


MÚSICA ( 22 de Abril de 2010 )

Disco para celebrar Jacinto Silva

Discípulo direto Jackson do Pandeiro, o alagoano de Palmeira dos Índios/AL, Jacinto Silva, falecido em 2001, é mais um dos tantos compositores injustiçados sob o olhar do que seria, de fato, a música nordestina. Para muitos, houve um pulo de Luiz Gonzaga direto para a produção da década de 1980, que deu ao País nomes como Zé e Elba Ramalho, Fagner, Amelinha, entre outros. Com a carreira iniciada em 1963, com a canção “Justiça Divina” no 78rpm do selo Mocambo, Jacinto construiu um rico repertório para o cancioneiro nordestino.

Parte dessas canções formam “Jacinto Silva - No Coração da Gente”, disco-tributo idealizado pelo presidente da Link, Edson Barbosa, e com direção geral de conteúdo e produção de Tiago Araripe. A bolacha conta com 16 músicas, interpretadas por artistas consagrados como Elba Ramalho, Maestro Spock, Tom Zé, Margareth Menezes, Isaar e o próprio Tiago. O disco já está à venda na loja Passa Disco e custa R$ 37,90. No próximo dia 29, ocorre na loja seu lançamento oficial.

“Garimpar, para este disco, composições representativas do universo sonoro e poético de Jacinto Silva é se arriscar a deixar de fora muitas pepitas preciosas. Porém assumimos o risco, na tentativa de mostrar a diversidade sonora e poética do repertório do compositor”, explica Tiago Araripe. No texto de apresentação no encarte do trabalho, Tiago elenca quatro vertentes fundamentais da poética musical de Jacinto: a bem humorada (presentes em “Gírias do Norte” e “Filosofia do Forró”), o reflexo dos valores do povo nordestino (como em “Aboio de um Vaqueiro”, “Teste para Cantador” e “Moleque de Rua”), a sentimental (“Aquela Rosa”, “Cante Cantador”) e a espiritual (com “Justiça Divina”, “Imaginação” e “Fonte de Luz”).

Tiago aponta também que o convite a artistas de diferentes vertentes da música popular também é uma forma de traduzir o ecletismo do trabalho de Jacinto Silva. “De Aurinha do Coco a Tom Zé, de Spok a Caju &Castanha, a tradição e a inovação convivem pacificamente. A ideia é que a obra de Jacinto Silva possa ser ouvida por diversos ângulos”, arremata.

[ Fonte: Blog - cabelosdesansao.blogspot.com ]


BLOG - FORROZEIRO DE CARTEIRA

Jacinto Silva começou a sua carreira desde cedo, quando ainda era garoto, com apenas 8 anos em 1942.

Fazia apresentações acompanhado por um conjunto regional em feiras e festas da cidade alagoana de Palmeira dos Índios.

Jacinto Silva foi construindo, através de sua peculiar forma de cantar e compor, uma vertente do Coco que se transformou em seu legado pessoal para a música brasileira, o Coco Sincopado. (extraído do texto Jacinto Silva - O desmantelo que constrói, de Gilson Oliveira).

Nascido em 1933 em Palmeira dos índios/AL, gravou de 1962 a 2000, desse período conseguimos coletar cerca de 20 obras.

[ Fonte: Blog - forrozeirodecarteira.blogspot.com ]




Álbum: Jackson do Pandeiro & Jacinto Silva

O melhor da nossa música popular está de volta com a série Brasil Popular. Neste volume, os grandes sucessos de Jackson do Pandeiro & Jacinto Silva, incluindo "Casaca de Couro", "Eu Quero Ver Embolar" e "Penerou Gavião". Não deixe de conferir!

Artista: JACKSON DO PANDEIRO & JACINTO SILVA
Ano: s/d
Gravadora: Sony & BMG

Faixas:

01. Casaca de Couro
02. Cantiga do Sapo
03. Coco de Praia
04. Mané Gardino
05. Adeus Corina
06. Tum, Tum, Tum
07. Eu Quero Ver Embolar
08. Tem Mulher Tô Lá
09. Puxe o Fole Zé
10. Forró de Surubim
11. Coco Machucado
12. Penerou Gavião
13. Flor de Croatá

[ Fonte: Site - www.submarino.com.br ]



NOTÍCIAS / CIDADE

Obra de Professor da UNEAL é Aprovada em Edital da Imprensa Oficial de Alagoas
Por Assessoria (22/06/2012)

“Jacinto Silva: As Canções”, este é o título da obra literária do professor Luciano José Barbosa da Rocha, docente no Campus III – Palmeira dos Índios/AL da UNEAL (Universidade Estadual de Alagoas), selecionada no edital do Programa de Incentivo à Cultura Literária 2012, promovido pela Imprensa Oficial. Dos 11 trabalhos inscritos, seis foram aprovados.

Segundo o autor Luciano José, a “obra é resultado de uma pesquisa pessoal, iniciada em 2005, sobre o cantor e compositor palmeirense Jacinto Silva, um dos artistas mais importantes do cancioneiro popular nordestino, ao lado de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro”. A intenção do professor é retomar e dar visibilidade à obra de Jacinto Silva, bem como sua trajetória, com análises e comentários do escritor.

O professor celebra a conquista pessoal e a contribuição que poderá ser dada à cultura alagoana. “Qualquer autor sente-se agraciado por ter seu trabalho reconhecido pelo poder público e por contribuir para que a arte popular musical de qualidade possa ser conhecida e apreciada por todos”, afirma.

A previsão é que o trabalho seja impresso até o final deste ano, com uma tiragem de 300 exemplares pela Imprensa Oficial.

Mais sobre o autor:
Luciano José nasceu em março de 1962, em Maceió/AL, e reside atualmente em Palmeira dos Índios. É filósofo de formação e trabalha como professor auxiliar na UNEAL (Campus III), lecionando Filosofia e disciplinas das áreas de Ciências Sociais nos cursos de Matemática, Química, Letras, História, Geografia e Pedagogia.

Já publicou os livros "Intromissão do poema" (2006), "Grãos de versos" (2007), "V(e)ia poética" (2009) e "Conta-gotas" (2011).

[ Fonte: minutoarapiraca.com.br ]


[ Editado por Pedro Jorge ]

Um comentário:

  1. Professor Luciano, tô aí nesses primeiros exemplares.
    Nem li ainda, mas já gostei. AGUARDO ANSIOSO o lançamento.
    Eliezer Setton

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