domingo, 6 de novembro de 2011

Wilma Araújo



"Tenho muita sorte com as pessoas que apreciam o meu trabalho artístico. Elas que, ao menor chamado, estão sempre presentes. Sempre gostei de cantar. Meu pai sempre foi um boêmio e exerceu bastante influência nessa minha formação"
Wilma Araújo
[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de Alagoas" ]

Nome completo:
Nome artístico:

BIOGRAFIA

Wilma Araújo iniciou a sua brilhante carreira artística em 1993, participando do Festival Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal. Obteve o 1º lugar na eliminatória de Alagoas e o prêmio de melhor intérprete na final realizada em São Luiz/MA.

Em seu repertório, Wilma sempre inclui, pérolas e clássicos da MPB, que na sua voz requintada se transformam em boas lembranças e em delicadas interpretações. Ela sempre tem um cuidado especial com o seu figurino e uma excelente presença de palco.

Veterana em festivais de músicas, já teve a oportunidade de participar de produções como o Femusesc (Mostra de Música do Sesc Alagoas) e o Banco de Taletos Febraban (Festival de Artes de Federação dos Bancos).

Wilma Araújo é intérprete de canções da MPB. Sempre grava e canta em seus shows músicas de compositores alagoanos como Gustavo Gomes, Junior Almeida, Macléim, e outros. Ela já regravou canções do Maestro Fon Fon e cantos do Grupo de Baianas Mensageiras de Santa Luzia, resgatando assim a nossa autêntica cultura popular.

[ Por Pedro Jorge ]


SHOWS

Wilma Araújo interpreta Chorinho no Jaraguá (sinopse)

Cuidadosa intérprete dos clássicos da nossa música popular e uma das revelações da nova geração de músicos e letristas, Wilma Araújo ousa e promove na noite de hoje um show dançante ao som de muito Chorinho.

Conhecida pelo modo peculiar com que interpreta os clássicos da MPB, a cantora confessa que cantar Choros sempre foi um desejo seu. Pela primeira vez no palco do Misa Acústico, ela interpretará canções de Ary Barroso, Pixinguinha, Chico Buarque, Júnior Almeida e Marcial Lima.

Wilma divide as suas atividades musicais com o seu trabalho como bancária, da CEF (caixa Econômica Federal). Ela diz que vê na estabilidade de seu emprego federal um porto seguro para para a sua dedicação á música e ao mesmo tempo um obstáculo para alcançar, em sua carreira artística, novos voos.

Com dez anos anos de carreira, Wilma pretende lançar no final deste ano o seu primeiro disco solo, já há algum tempo em fase de produção."Os direitos autorais já estão pagos desde o final do ano passado, mas o processo é bem demorado", diz a cantora, ansiosa pelo lançamento.

Wilma Araújo fala de sua aproximação com o Samba advinda de um projeto através do qual ela já realizou seis shows. Diante do sucesso do último deles, realizado no dia 15 de Abril deste ano na Praça Marcílio Dias contando com um público de aproximadamente 1.500 paessoas, surgiu a ideia de torná-lo fixo, frente á carência de ambientes que promovam shows dançanates em Maceió/AL. "Esse é um projeto conjunto com alguns artistas da terra e que estará, em breve, oferecendo aos alagoanos uma opção alternativa de entretenimento".

[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de AL", 02/07/2005 ]


NOITE DE MPB

Wilma Araújo e Allan Bastos assumem o palco para show comemorativo hoje em Maceió (sinopse)

O empresário Joca Calheiros convidou os artistas Allan Bastos e Wilma Araújo para celebrar os quatro anos do Projeto Mr. Joca.

Os convidados

Allan Bastos é um velho conhecido daqui, baiano, alagoano de coração e de amadurecimento musical. Conhecido como um artista inovador e ousado, Allan promete para a noite de hoje um show carregado com a energia do lugar.

Wilma Araújo é também a convidada da noite. Em seu repertório, pérolas e clássicos da MPB. Para a comemoração de hoje, Wilma reserva parte de seu novo CD "Beleza Delicadeza", que revela a afinação e a sofisticação da cantora. Em seu repertório composições emocionadas como "Murmurando" (Mário Rossi e Fon Fon), "Das Dores" (Mácleim), "Coisa da Natureza (Toni Augusto) e "Tanto" (Júnior Almeida).

Para a noite a cantora reserva ainda uma dobradinha harmônica com Allan Bastos, em clima de grande homenagem á casa. "O Mr. Joca, o Joca e seu público merecem um bom revival desta aura musical que tem este lugar", conclui.

[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de AL", 01/04/2006 ]


Quartas Musicais leva a cantora Wilma Araújo ao Jofre Soares

A cantora WA é a atração de hoje do Projeto "Quartas Musicais". A partir das 20 horas a artista sobe ao palco do Teatro Jofre Soares, no Sesc Centro, para apresentar seu show "Beleza Delicadeza".

WA apresenta-se acompanhada por Jiuliano (piano), Van (contrabaixo), Jucélio (sax) e Marcão (violão). Divulgando o seu CD "Beleza Delicadeza", a cantora terá o figurino assinado por Adriana Arruda e o cenário de Beto Billy, com iluminação de Flávio Rebelo.

Completando seus 10 anos de carreira, tornou-se conhecida nos palcos de Maceió levando seu canto aos bares, eventos temáticos e apresentações artísticas. Nesta apresentação WA faz uma retrospectiva de seus 10 anos de atividade artística, com canções de seu mais recente CD "Beleza Delicadeza".

[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de AL", 31/05/2006 ]

Revéillon 2007
Local: Chácara Santa Terezinha

Mais uma chance de fazer algo diferente na virada do ano.
Animado pela cantora WA e pelo cantor Altemar Dutra Jr., o revéillon 2007 vai começar a partir das 22 horas.

No local, além de muita animação ao som de Sambas, Marchinhas de Carnaval, Frevos e dos hits do momento a cargo do DJ Mix Master M, jantar, mesa de frios, sobremesa, open bar e estacionamento privativo.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de AL", s/d ]


Happy Hour "Grandes Encontros" - Orquestra Latina & Wilma Araújo homenageiam os grandes bambas do Samba
Local: Sesc Poço

O Sesc Alagoas traz, a partir de 2011, uma novidade para o seu tradicional Happy Hour. A versão "Grandes Encontros" realizará, em toda última sexta-feira do mês, um encontro entre dois nomes artísticos de Alagoas. E, para dar início a este projeto, o primeiro Happy Hour apresenta, no dia 25 de março, a parceria entre a Orquestra Conexão Latina e a cantora Wilma Araújo, em show que homenageia os grandes bambas do samba, como Alcione, Roberto Ribeiro, entre outros.

Wilma Araújo é considerada uma das principais intérpretes do cenário musical alagoano. Seu primeiro disco foi "Beleza Delicadeza", lançado em 2005. Dona de um repertório eclético, que vai do Samba, Bossa Nova e MPB a Frevo, Valsa e Forró Pé-de-Serra, Wilma já fez shows de abertura para grandes músicos brasileiros, como Djavan e Jorge Aragão, e atualmente trabalha na elaboração do seu segundo álbum-solo.

[ Fonte: Site - www.alagoas24horas.com.br, s/d ]


Clube do Samba
Local: Jaraguá Tênis Clube

Dois dos mais respeitados intérpretes alagoanos, Igbonan Rocha e WA vão dividir o palco do Jaraguá Tênis Clube nas tardes do penúltimo sábado de cada mês, no projeto que recebeu o nome de "Clube do Samba".

O forte do repertório reside nos clássicos atemporais e nos sucessos do gênero. a direção musical dos shows , que começa hoje, é assinada por Marcus Vinícius.

[ Fonte: jornal "Gazeta de Alagoas", 17/04/2010 ]



PROJETO "TRIBUTOS"
Local: Vila Chamusca Arte e Gastronomia

Dominguinhos
Data: 28/06/2008

Para marcar a volta do "encontro" com os grandes nomes da MPB, o escolhido foi o instrumentista, cantor e compositor Dominguinhos, que neste ano completa 50 anos de carreira artística e será homenageado por WA com a interpretação de "pérolas" de seu repertório, que é formado por Xotes, Xaxados, Forrós e Baiões.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de AL", 26/06/2008 ]

Ivan Lins
Data: 11/10/2008

Dessa vez o homenageado será o compositor e cantor Ivan Lins.
No repertório, sucessos como "Vieste", "Começar de Novo", "Madalena", "Bilhete", entre outros.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de AL", 08/10/2008 ]

Clara Nunes
Data: 01/08/2009

Acompanhada dos múscicos Marcus Vinícius (violão) e Betinho (bateria), a cantora WA fará uma homenmagem á grande intéprete Clara Nunes, a partir das 21 horas e 30 minutos.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de AL", 01/08/2009 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

Chau do Pife



"Para mim está sendo um prazer poder apresentar um trabalho em parceria com o Chau, que além de um grande músico é um grande parceiro"
Lula Sabiá
[ Fonte (frase): Jornal "Tribuna Independente" ]


José Prudente de Almeida, recebeu o apelido de Chau, quando adolescente, no município de Boca da Mata, interior de Alagoas, e ao começar a tocar o pífano ou pife, foi “batizado” de Chau do Pife, e há quase 40 anos descobriu o amor pelo instrumento.

Chau do Pife é casado, pai de três filhos e vive exclusivamente da música. Ele toca hoje em um pífano produzido pelo amigo Cícero Gama, de alumínio com sete furos.

A forma como Chau conheceu o pífano é no mínimo, diferente. O pai de Chau era agricultor em Boca da Mata e plantava feijão, mandioca e milho, e foi para proteger a plantação de milho dos pássaros que atacavam logo cedinho, que seu pai lhe deu um pífano de quatro furos para que ele “apitasse” para espantá-los. “E eu tinha que apitar muito, porque se ele pegasse algum milho comido, eu apanhava”, explica Chau. Então seu pai, com o tempo percebeu o interesse que ele tinha pelo “pedaço de cano” que ele furava, a taboca, e deu ao pequeno Chau um pife de seis furos para tocar. E assim começou a história musical de Chau do Pife.

Sua primeira apresentação foi numa feira em Atalaia, com 15 anos. Ganhava dinheiro com essas apresentações e ficava umas quatro semanas sem ir cortar cana.

Música própria, ele só começou a fazer há 18 anos (1992), quando tocava na banda “Forró e Xodó”.

Hoje, os músicos que tocam com Chau são normalmente: Irineu e Lula Sabiá (sanfonas); Xéxéu (zabumba); Renato ou Edinho (triângulo) e Deda (baixo). Pois é, Chau do Pife é acompanhado por um trio de forró e um baixo, instrumento que conheceu nos tempos da banda “Forró e Xodó”. “Para quem tá vendo um show, pode não perceber, mas para a gente que tá no palco, o baixo é muito importante para apoiar a gente na música”, explica.

Vivendo exclusivamente da música, Chau busca inspiração para suas composições no seu dia-a-dia, das coisas que ele vê, o que o ajuda a batizá-las, como “Memória dos Pássaros”, música que dá nome ao seu primeiro CD, lançado em 2002 e que tem em sua experiência de espantar pássaros uma inspiração. Em 2006, lançou seu segundo CD "Ninguém Anda Sozinho". Em 2009, Chau lançou seu primeiro CD ao vivo "Chau no Capricho", que faz parte da Coleção “Música Popular Alagoana – Volume 3", e que reúne 6 músicas novas e seis dos CDs anteriores. "Chau no Capricho" tem a Direção Musical de Irineu Nicácio e Produção Executiva de Keyler Simões. A capa do CD é uma obra do artista visual Agélio Novaes, que tem seu trabalho desenvolvido com colagens: “A idéia dessa capa do CD de Chau, é passar o que ele me passa: alegria”, explica o artista.

"Chau no Capricho" foi gravado em agosto de 2008 no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, e lançado em dezembro do mesmo ano.
Em 2010 foi um dos destaques da sexta edição do Maceió Jazz Festival, realizado em dezembro.



DISCOGRAFIA

Memória dos Pássaros - 2002 - CD gravado no Estúdio Gogó da Ema, em Maceió (AL)

Ninguém Anda Sozinho - 2006 - CD gravado no SESC/AL, em Maceió (AL)
Chau do Capricho - 2008 - CD gravado ao vivo no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, em Maceió (AL)


Gravação de DVD de Chau do Pife enche Deodoro de emoção


Um show com "S" maiúsculo foi o evento de gravação do primeiro DVD de um dos maiores instrumentistas do Brasil. Chau do Pife recebeu e foi recebido, na noite desta última quarta-feira, no palco do Teatro Deodoro por amigos, admiradores e incentivadores. O público se fez presente e colaborou de forma substancial para a compra da casa própria para esse ícone da cultura alagoana.

A noite começou com um cordel apresentado por Demis Santana que traçou um pouco da trajetória de Chau do Pife e adiantou o que estava por vir na noite. Chau subiu ao palco em seguida acompanhado pelos músicos que há anos o acompanham: Geraldo, no baixo; Edinho Vovô, no triângulo; Xexéu, na zabumba; além de Lula Sabiá e Irineu Nicácio nas sanfonas.

Das músicas tocadas para a gravação do DVD, foram 10 inéditas e mais seis sucessos do próprio Chau ou de seus convidados. O primeiro a vir ao palco foi um dos mais queridos e respeitados arcodeonistas do país, Xameguinho, e alternando com outras músicas de Chau, foi seguido por Geraldo Cardoso, "O Matuto de Luxo", que cantou acompanhado por Chau do Pife o sucesso "Agora Pense"; Eliezer Setton, Ronalso, Wellington do Cavaquinho, Almir Medeiros, Everaldo Borges, Francisco Fidélis e por fim o grupo Coletivo Afro-Caeté.

[ Fonte: Blog - chaudopife.blogspot.com ]


PROJETO

Instrumental no Arena ao som de pífano e sanfona

O projeto "Instrumental no Arena - 2ª Edição" traz ao palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso, o espetáculo "Pife e Sanfona" com dois dos maiores instrumenmtistas do Estado: Chau do Pife e Lula Sabiá, verdadeiros virtuoses de seus instrumentos.

Nesse espetáculo os dois se juntaram para apresentar vários sucessos da música nordestina, como "Asa Branca" e "Pagode Russo", além de outros grandes sucessos da MPB, ao som do pífano e do acordeon. Além disso, será um apanhado das carreiras dos dois, que tocarão também músicas próprias, mas com novos arranjos.

Nesse show todos os ritmos e gêneros musicais terão espaço: fFrró, Xaxado, Chorinho, Baião, Clássico, Popular, MPB, entre outros.

"O Sabiá é um dos maiores músicos que conheço... não é fácil tocar a sanfona como ele toca... tenho certeza que faremos um grande show" diz Chau do Pife.

[ Fonte: Jornal "Tribuna Independente", 7 de Junho de 2009 ]


CONTATOS PARA SHOWS

(82) 3032-0489 / 9971-4281
keylersim@hotmail.com
www.balaiodefatos.com

[ Editado por Pedro Jorge ]

Wado


"O rádio ainda é o meio mais importante de divulgação de uma canção: as músicas que podemos cantar juntos são um elo de cultura e identidade por causa do rádio"
Wado
[ Fonte: Caderno B do Jornal "Gazeta de AL" ]


Nome completo: (Carece de fonte)
Nome artístico: Wado
Data de nascimento: (Carece de fonte)
Local:  /SC
Gênero: MPB.


Atlântico Negro [2009]

Atlântico Negro, o mais novo trabalho do catarinense-alagoano Wado, dá continuidade à sua aproximação com a música da periferia iniciada desde seu primeiro trabalho, “O Manifesto da Arte Periférica” (2001), e acentuada em seu último disco, “Terceiro Mundo Festivo” (2008).

Inspirado no conceito de trocas culturais do sociólogo Paul Gilroy, o álbum traz onze músicas – sendo oito inéditas – e mergulha no universo histórico, mítico e rítmico do entrelaçamento cultural e musical urdido entre a África e às Américas: um movimento iniciado desde os navios negreiros, e que segue em curso até hoje, através de estilos como o samba, o afoxé, o funk e o reggaeton.

Surpresas boas aguardam os ouvidos curiosos que nesta rota encontrarão sotaques de além-mar, referências literárias e muito da cultura popular. Navegam pelo Atlântico Negro artistas de outras marés como Curumin (SP), Rômulo Fróes (SP) e o guitarrista e cantor do Grupo Mopho, João Paulo (AL).

Manifesto, afeto, festa, melancolia, bravura, fragilidade e poesia. Afoxé, funk, samba. Wado diversifica nos temas, na sonoridade, nas parcerias – com Alvinho Cabral, Beto Brito, Dinho Zampier, Eduardo Bahia e Fernando Coelho –, bem como na escolha do repertório de outros navegantes como Maria do Carmo Barbosa, de “Boa Tarde Povo”, e MC Gil do Andaraí, do “Rap Guerra do Iraque”.

Fã assumido do escritor Mia Couto, Wado conseguiu efetivar uma parceria importante, que se torna simbólica em sua carreira de compositor: duas de suas músicas foram feitas com a colaboração do escritor moçambicano que conta histórias de seu povo utilizando palavras híbridas de dialetos tribais e o português (língua oficial de Moçambique). “Estrada” e “Hercílio Luz” foram criadas utilizando trechos dos livros de Mia, que ao ouvir as composições não teve dúvida em assinar embaixo a parceria.

Com produção assinada por Pedro Ivo Euzébio, a realização do disco foi também uma oportunidade de reunir profissionais do eixo Rio -São Paulo e Alagoas. Beto Machado, que já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Jorge Ben Jor, Ultramen e Los Hermanos, mixou cinco músicas do disco. A outra metade ficou a cargo de Kassin – músico e produtor, do trio Kassin+Moreno+Domenico e de muitas viagens mais – e Daniel Carvalho, um dos grandes engenheiros de som da atual cena carioca.

Curiosamente, foi a primeira vez que Wado conseguiu levar sua música ao interior de Alagoas, graças ao Projeto Pixinguinha. A Funarte este ano teve novo foco, optando por promover a regionalização do mercado cultural, através da escolha de dois grupos
musicais de cada estado, para produzir seus próprios espetáculos e gravarem cada um seu CD.

O disco Atlântico Negro foi eleito pela Rolling Stone Brasil como o nono melhor de 2009. E Wado ainda ficou em sétimo lugar na lista dos dez melhores da década, numa votação com cerca de 70 jornalistas, críticos e especialistas de renome na área musical, organizada por Marcelo Costa.

Apesar de morar em Alagoas, Wado mantém uma agenda constante de shows pelo Brasil: já esteve no Tim Festival, Goiânia Noise, Rec Beat, Humaitá pra Peixe e representou o Brasil na Popkomm em Berlim e no Ano do Brasil na França, entre muitas outras jornadas.

Wado teve também músicas de sua autoria gravadas por Zeca Baleiro, Marcos Valle e Maria Alcina.

[ Fonte: Site - wado-al.conexaovivo.com.br ]

Capa do novo disco de Wado, “Atlântico Negro”
Álbum:  Wado - Atlântico Negro


“Atlântico Negro”, de Wado, Para Download
by Mac

O cantor e compositor Wado está disponibilizando seu novo disco, “Atlântico Negro”, para download gratuito em seu site oficial: http://www2.uol.com.br/wado/. Em uma primeira ouvida, o quinto disco de Wado é o mais afundado na música brasileira de sua carreira com destaques para afoxés, sambas e funks. É um disco para ser ouvido com calma com muita atenção nas referências. E Wado faz show em São Paulo na próxima sexta-feira (07/08), no auditório do Sesc Vila Mariana (de R$ 3 a R$ 12) às 20h30.

Wado fez um faixa a faixa do disco a pedido do GazetaWeb.com. Baixe e acompanhe.

01. Estrada (Wado/Dinho Zampier/Mia Couto)
É o afoxé mais afoxé do disco, quase um axé mesmo. Para começar com certo desconforto. Contém uma narração charmosa de um estudante estrangeiro que está em Maceió e é de Guiné-Bissau.

2. Atlântico Negro (Wado/Dinho Zampier/Beto Bryto/Fernando Coelho)
Vinheta final de Estrada, determina os rumos disco com interessante sotaque.

3. Jejum / Cavaleiro de Aruanda (Wado/Tony Osanah)
Medley de uma canção minha que pede um dia de abstinência com o clássico de Tony Osanah que foi sucesso com Gal Costa, Ronnie Von e recentemente com Margareth Menezes e Ney Matogrosso.

4. Martelo de Ogum (Wado/Dinho Zampier)
Samba que tem letra inspirada no título do álbum Made in the Dark, da banda Hotchip, e é uma homenagem a Ogum, orixá dos metais e das novas tecnologias.

5. Cordão de Isolamento (Wado/Dinho Zampier)
Afoxé inspirado nos discos de Davi Moraes e que toca no delicado assunto das cordas que separam classes sociais em carnavais e micaretas.

6. Hercílio Luz (Wado/Mia Couto)
Hercílio Luz é o nome da ponte de ferro de Florianópolis, Santa Catarina, que lembra a ponte de São Francisco, na Califórnia (EUA). Na minha infância ela era de uso apenas dos pedestres e dos ciclistas – por ser muito antiga, não tinha mais força para que carros a atravessassem com segurança. Muitos trechos da poesia de Mia Couto estão ali.

7. Pavão Macaco (Wado)
Lista coisas desconectadas de seu habitat e nos coloca frente a frente no espelho com uma espécie de bicho vaidoso e lacônico… Dizendo assim prefiro a música para contar a história…

8. Frágil (Wado/Alvinho Cabral)
É uma montanha-russa melódica e de sentimentos, uma canção de amor tradicional.

9. Feto / Sotaque (Wado – Wado/Alvinho Cabral/Eduardo Bahia)
Medley de duas canções que acho que, juntas, têm unidade de sentido e criam uma nova e ainda mais divertida. Única regravação minha no disco.

10. Boa Tarde, Povo (Baianas de Santa Luzia do Norte/Maria do Carmo)
Um clássico do cancioneiro alagoano que já foi gravado pelo grupo paulistano Barbatuques e teve remixes de Lucas Santtana. Nossa versão aproxima a música dos big beats do Fatboy Slim.

11. Rap Guerra no Iraque (Gil do Andaraí)
Conheci essa música numa coletânea de funk carioca chamada Proibidão, que faz muito sucesso no Rio de Janeiro – acho que essa era a vigésima sétima compilação feita. A letra é muito boa. Tentamos regravá-la de forma respeitosa.

[ Fonte: http://screamyell.com.br/blog/2009/08/05/atlantico-negro-de-wado-para-download/ ]



O Manifesto da Arte Periférica [2001]

Wado (Oswaldo Schlickmann) nasceu em Santa Catarina, porém mora em Maceió/AL, desde os 8 anos. É um dos principais nomes da nova cena, surgida de 2000 pra cá, alternativa brasileira. "O Manifesto da Arte Periférica", lançado pelo selo Dubas, é a estréia de Wado, que por aqui combina Novos Baianos, Banda Black Rio, Tom Zé e elementos de Vanguarda Paulistana, ou seja, é um disco amplo não conseguindo se reduzir em rótulos, circulando livremente entre o Rock, o Pop, a MPB e o Samba.

Formado em Jornalismo Wado trabalhava na ideia de se produzir fora do eixo Rio-São Paulo, por isso a questão da "periferia" no título do disco. Em seguida Wado lançou outros três discos bem legais, "Cinema Auditivo" (2002), "A Farsa do Samba Nublado" (2004) e "Terceiro Mundo Festivo" (2008). Destacam-se "A Tragédia da Cor", minha preferida, 'Alagou As' e 'Diluidor'. Grande disco.


[ Fonte: blog - amorloucobr.blogspot.com ]


50 MELHORES DISCOS E MÚSICAS DE 2009 [ Retrospectiva 2009 ]
por Pedro Jorge

A Revista "Rolling Stone Brasil", edição de Janeiro/2010, publicou uma retrospectiva com os melhores discos e as melhores músicas nacionais e internacionais, de 2009.

Na categoria nacional o excelente CD independente, "Atlântico Negro", de Wado conseguiu a 9ª colocação, entre os 25 destaques de 2009 e a música "Pavão Macaco", de sua autoria, conseguiu a 25ª posição.

[ Referência: Revista "Rolling Stone Brasil", Janeiro/2010 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

Hermeto Pascoal




Nome completo:
Nome artístico:
Data de nascimento:
Local: Lagoa da Canoa/AL
Gênero:


HERMETO PASCOAL
Por Lucas Nobile

Miles Davis apelidou carinhosamente Hermeto Pascoal, nos anos 1960, de "Albino Louco". Tempos depois Miles gravou duas composições de Hermeto, "Nem Um Talvez" e "Igrejinha", ocultando da ficha técnica, por falta de lisura de seus produtores, o crédito ao verdadeiro compositor. O brasileiro não recebe direitos autorais relativo aos dois temas até hoje, mas não reclama. Nunca criou guiado por caça-níqueis. “Tem muita gente fazendo música com apelo comercial. Cada nota musical deles é tão ruim que é como um tiro na alma da gente. Eu prefiro ficar devendo o aluguel, como já fiz, do que fazer música ruim. A riqueza é o câncer da alma”, diz Hermeto.

O músico, nascido em Lagoa da Canoa, na época pertencente ao município de Arapiraca, em Alagoas, já viveu nos Estado do Rio de Janeiro e em São Paulo. Há sete anos e meio mora no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, com sua mulher e também musicista Aline Morena. Um dos maiores revolucionários da música brasileira, “100% intuitivo” e influenciando diversas gerações, seja no piano, na sanfona, na flauta, na chaleira ou na bomba de encher bola, Hermeto segue em plena efervescência criativa, comemorando hoje 75 anos. Como parte dos festejos, o multi-instrumentista se apresenta na Lona Cultural Hermeto Pascoal, em Bangu, bairro onde morou no Rio.

O "BRUXO DOS SONS" COMEMORA 75 ANOS
Os eventos relativos às sete décadas e meia de vida do "Bruxo" de Lagoa da Canoa se estendem até o ano que vem. Hoje, com a ajuda do pianista Jovino Santos Neto, que durante anos fez parte da banda de Hermeto, o site do multi-instrumentista oferecerá gratuitamente 41 partituras de temas inéditos do compositor. Depois, em outubro e novembro, Hermeto segue com seu grupo em turnê pela Europa, onde a série de shows servirá de ensaios para a gravação de um DVD, com lançamento previsto para 2012. Nos próximos meses, ainda em trabalho de edição, deve chegar ao mercado o DVD da gravação do show gratuito que Hermeto fez em outubro de 2009, no Parque do Ibirapuera, com o bandolinista e compositor Hamilton de Holanda e seu quinteto. “Hermeto é uma grande árvore em que as frutas são músicas, ritmos, melodias, e harmonias. O tempo passa, essa árvore fica mais forte, e mais gente – do mundo todo – quer se alimentar desses frutos vistosos e com muito sabor”, diz Hamilton, que já havia lançado no começo deste ano o belo disco Gismontipascoal, ao lado do pianista André Mehmari, enriquecendo temas de Hermeto e Egberto Gismonti, além de gravar composições próprias.

Ainda hoje a música de Hermeto se renova de maneira impressionante. Conhecido como figura folclórica e encarado por muitos como um maluco, não se pode negar que a música do autor de temas como "Bebê, Forró Brasil", "Chorinho Pra Ele", "Santo Antonio", "Fátima", "O Ovo e São Jorge" faz a cabeça de diversas gerações há mais de 50 anos. “Na década de 1970, eu estava nos Estados Unidos com o Airto (Moreira) e a Flora (Purim) para gravar. O Tom tinha me convidado para gravar "Quebra-Pedra" no disco dele. Começou a tocar "Garota de Ipanema", ele passou a mão na cabeça e disse: ‘Eu já estou cansado dessa música’. Fiquei assustado. E ele falou: ‘Hermeto, eu gostaria de fazer um som como o do Quarteto Novo, aquele grupo de vocês’. Aí eu disse pro Tom passar mais tempo no Brasil. Depois de uns três meses apareceu É pau, é pedra… "Águas de Março". Eu pensei: ah, isso é bem brasileiro, bem nordestino. Graças a Deus, o Tom escutou o que eu falei”, lembra.

Tom não foi o único. Anos antes, em 1967, o também craque Edu Lobo venceu o Festival da Canção com "Ponteio". A banda que o acompanhava ao lado de Marília Medalha? O Quarteto Novo, com Hermeto, Airto Moreira, Théo de Barros e Heraldo do Monte. No exterior, despertou o mesmo fascínio sobre nomes como Herbie Hancock, Wayne Shorter, Chick Corea, Ron Carter, Herbie Mann e o próprio Miles Davis.

PARTITURAS - QUADRO
O legado que Hermeto segue construindo não pára de aumentar. Sempre pensando em inovar, não apenas musicalmente, o compositor tem escrito ultimamente seus temas em telas de pintura. Em sua casa, hoje são mais de 200 “partituras-quadro”. “Antes, o Hermeto compunha uma por dia, agora são duas, três, sempre com muita qualidade”, diz Aline Morena.


A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO
O dia 28 de Agosto de 2007 foi uma data marcante para Alagoas e para um de seus filhos, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal.

Atração mais esperada da festa de 45 anos da emancipação política de Lagoa da Canoa - sua terra natal, onde ele não ia há mais de uma década -, Hermeto era só ansiedade.

O cenário da noite, com direito a lua cheia, era propício para o "Bruxo". Eis que, somente ás 20 horas e 35 minutos, o locutor finalmente anunciou o show de "Ernesto" pascoal. Gafe corrigida a apresentação começa com Aline Morena a cantarolar e sapatear no tablado e Hermeto a tocar cavaquinho num dos temas do CD/DVD "Chimarrão com Rapadura".

O público, em sua maioria composto por jovens lota a rua entupida de bancas de churrasquinho, pastel, bebidas e outros quitutes. O artista, que rodou o mundo com a sua música e se apresentou nos cinco continentes, certamente experimentou uma nova emoção, mesmo com centenas de shows e performances inesquecíveis na carreira.

[ Fonte: Agência "Estado", 22 de Junho de 2011 ]



HERMETO BRINCANDO DE CORPO E ALMA
“Na música, o que dá dinheiro é sempre burrice”, diz Hermeto Pascoal
Por Agência Brasil ( 8 de julho de 2012 )

O compositor e multi-instrumentista Hermeto Pascoal, que acaba de lançar o DVD Hermeto Brincando de Corpo e Alma feito apenas com sons obtidos a partir do corpo, tem muito a ensinar. Apesar de ser o professor dos sonhos para muitos estudantes, o músico tem encontrado muitas dificuldades para emplacar um de seus maiores projetos: o Templo do Som, uma escola de música que, além de repassar sua vasta experiência de vida, tem a ambição de ensinar músicos e pretensos músicos a fugir dos padrões cada vez mais comuns à música contemporânea.

“Infelizmente não tive apoio financeiro de ninguém. Se eu quisesse montar outra coisa para fazer sensacionalismo e que desse mais dinheiro... mas [na música] o que dá dinheiro é sempre burrice. O câncer da alma chama-se dinheiro”, lamenta o multi-instrumentista que ainda não conseguiu patrocínio para fazer o projeto ir adiante. “Hoje estão dando cursos de música eletrônica até nas universidades. É triste, porque esse é o tipo de coisa dirigida a quem, na verdade, não é músico. Usar computador é programar a alma. E quem é músico [de verdade] não quer saber disso”.

Para Hermeto Pascoal, as escolas de música tendem a fazer com que músicos repitam formas musicais já existentes, sem agregar aquilo que considera a matéria-prima da boa música: o sentimento. “O que não se pode é colocar o saber na frente do sentir”, disse ele à Agência Brasil. “Na teoria [musical] é a mesma coisa. Colocar teoria é colocar o saber na frente do sentimento. Aprender teoria não é aprender música. Você tem de ter a música na cabeça inclusive para poder escrevê-la, até porque, depois de terminar uma música, eu tendo a esquecê-la totalmente”.

Hermeto diz o que falta para tocar o projeto Templo do Som. “Preciso apenas de um lugar que dê para fazer minha escola, para educar o pessoal por meio da música, passando minha experiência de vida e todas as coisas que sinto, sem padronizações e sem cobrar caro dos alunos”, diz. “Patrocinador que não tem inteligência musical não vai me patrocinar. E eu também não vou procurá-lo. Quero alguém que, de fato, ame a música”.

[ Fonte: Agência Brasil ]


[ Editado por Pedro Jorge ]

Clemilda


"O primeiro disco de ouro ganhei no Clube do Bolinha, em 1985, com o LP 'Prenda o Tadeu'. Com o 'Forró Cheiroso', chamado popularmente de 'Talco no Salão', ganhei o segundo disco de ouro, no Cassino do Chacrinha. Foram os dois momentos mais importantes pra mim"
Clemilda
[ Fonte (frase): Site - Wikipédia ]

Nome completo: Cremilda Ferreira da Silva
Nome artístico: Clemilda
Data de nascimento: 1 de setembro de 1936
Local: São José da Laje/AL
Gênero: Forró


BIOGRAFIA

Cremilda Ferreira da Silva (São José da Laje/AL, 1 de setembro de 1936) é uma cantora brasileira que estourou nas paradas de sucesso com a música “Prenda o Tadeu”, em 1985, e a partir de então participou de vários programas de rádio e TV, entre eles o “Clube do Bolinha”, na Rede Bandeirantes, e o “Cassino do Chacrinha” e "Os Trapalhões", na Rede Globo. Nesse mesmo ano ganhou seu primeiro Disco de Ouro e em 1987, com o disco “Forró Cheiroso”, mais conhecido como “Talco no Salão”, ganhou seu segundo Disco de Ouro.

Nascida em São José da Laje, Cremilda passou a infância e a adolescência em Palmeira dos Índios, Zona da Mata de Alagoas. No começo da década de 1960 decide viajar para o Rio de Janeiro para "tentar a sorte", onde então consegue emprego como garçonete. Até então ainda não havia descoberto o dom artístico que tinha. Em 1965, consegue cantar pela primeira vez na Rádio Mayrink Veiga no programa "Crepúsculo sertanejo", dirigido por Raimundo Nobre de Almeida, que apresentava profissionais e calouros. Nessa ocasião, conhece o sanfoneiro Gerson Filho, contratado da gravadora e também alagoano como ela, que popularizou o fole de oito baixos e já era artista com disco gravado. Com ele Clemilda viria a se casar. Fez algumas participações em dois LPs do esposo, e a partir de 1967 começou a gravar seu próprio disco.

Sua carreira tomou impulso com os freqüentes shows que fazia em Sergipe, onde vive há mais de duas décadas, sempre acompanhada pelo marido. Após 1994, com a morte do companheiro, a forrozeira-mor — carinhosamente conhecida como "Rainha do Forró" — afastou-se dos shows e há algum tempo vem se dedicando à apresentação do “Forró no Asfalto”, na TV Aperipê de Aracaju, programa há mais tempo no ar da emissora (do qual esteve meses afastada em virtude de complicações com um AVC e da osteoporose).

Ainda é uma das cantoras mais requisitadas para shows nas festas juninas nordestinas.

ESTILO DE COMPOSIÇÃO

A composição de seus trabalhos caracteriza-se principalmente pelo sentido duplo das letras (jocoso-malicioso), como o que é feito pelo também alagoano Sandro Becker.

"Prenda o Tadeu"

Seu delegado prenda o Tadeu
Ele pegou a minha irmã e…
Todas as moças da cidade
Já têm medo do Tadeu
Ele é o animal
Mais feroz que já nasceu
Quem foi na conversa dele
Geralmente se perdeu
Minha irmã que era alegre
De repente entristeceu
Ele fez tantas promessas
Depois desapareceu
Bem que eu avisei pra ela
Tem cuidado com o Tadeu
(Refrão)




DISCOGRAFIA

s/d - Cremilda, Continental (LP)
1965 - Forró sem Briga, Tropicana (LP)
1967 - Gerson Filho apresenta Clemilda, RCA Victor (LP)/(com Gerson Filho)
1968 - Rodêro Novo, RCA Victor (LP)
1970 - Fazenda Taquari, RCA Camden (LP)
1971 - Ranchinho Velho, Musicolor (LP)
1972 - Morena Dos Olhos Pretos, Musicolor (LP)
1973 - Seca Desalmada, Musicolor (LP)
1975 - Exaltação a Sergipe, Musicolor (LP)
1976 - A Coruja e o Bacurau, Musicolor (LP)
1977 - Forró no Brejo, Musicolor (LP)
1977 - Clemilda, Musicolor (LP)
1978 - Guerreiro Alagoano, Musicolor (LP)
1979 - Vaquejada, Musicolor (LP)
1979 - Vamos festejar, Musicolor (LP)
1980 - Coqueiro da Bahia, Chantecler (LP)
1981 - Varanda do Castelo, Chantecler (LP)
1982 - O Balanço do Forró, Chantecler (LP)
1983 - Comedor de Jacá, Musicolor (LP)
1984 - Chico Louceiro, Musicolor (LP)
1985 - Prenda o Tadeu, Continental (LP)
1986 - A Minhoca do Severino, Continental (LP)
1987 - Forró Cheiroso, Chantecler (LP)
1987 - Forró & Suor, Chantecler (LP)
1988 - Amor Escondido, Chantecler (LP)
1990 - Coitadinha da Tonheta, Chantecler (LP)
1991 - Em Tenção de Você, Chantecler (LP)
1992 - Aquilo Roxo, Chantecler (LP)
1993 - Hoje eu Tomo Todas, Chantecler (LP)
2006 - Forró Bom Demais, (CD)


[ Fonte: Site - Wikipédia, a enciclopédia livre ]


CLEMILDA, A RAINHA DO FORRÓ [ Perfil ]

Nascida em Palmeira dos Índios, Zona da Mata alagoana, a forrozeira Clemilda Ferreira da Silva foi para o Rio de Janeiro ainda adolescente. Na cidade maravilhosa, Clemilda trabalhou como garçonete, até que em 1965, cantou pela primeira vez na Rádio Mayrink Veiga, no programa 'Crepúsculo Sertanejo'.

Na mesma ocasião, conheceu o também alagoano Gerson Filho, com quem casou-se. Gerson Filho era sanfoneiro e popularizou o fole de oito baixos. Clemilda fez participações nos LPs do esposo e em 1967 ela gravou seu primeiro LP.

Gerson Filho sempre a acompanhou em suas apresentações, e foi após 1994, com a morte do companheiro, que a forrozeira afastou-se dos palcos.

PAIXÃO POR ARACAJU

Com pouco mais de 40 anos de estrada, a artista vive há mais de 20 anos em Aracaju, cidade pela qual é apaixonada. Ao longo desses anos, Clemilda ganhou dois discos de ouro, o primeiro, em 1985, quando estourou nas paradas de sucesso com a música "Prenda o Tadeu", participando de vários programas de rádio e TV, entre eles, o "Clube do Bolinha", na rede Bandeirantes, e "Cassino do Chacrinha", na rede Globo.

O segundo, ganhou em 1987, com o disco "Forró Cheiroso", mais conhecido como "Talco no Salão". A composição de seus trabalhos caracteriza-se principalmente pela ambiguidade das letras, tidas como maliciosas.

Além disso, atualmente Clemilda vem se dedicando à apresentação do programa "Forró no Asfalto", que divulga artistas locais e cultiva a tradição nordestina, na TV Aperipê de Aracaju.

Porém, a vida de Clemilda nem sempre foi feita de glória. Além das dificuldades enfrentadas no Rio de janeiro, a artista passou por dois derrames cerebrais. Mas apesar de suas limitações pela idade, ela voltou a apresentar-se nos palcos e ainda continua com energia para fazer os shows, agora acompanhada do filho, Robertinho dos Oito Baixos, fruto de seu relacionamento com Gerson Filho.

Clemilda se apresenta somente duas vezes por ano, no Forró caju - festa junina que acontece na área dos mercados históricos de Aracaju, e no Arraiá do povo - festa junina que acontece na Orla de Aracaju, sempre cantando músicas de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, dentre outros, além, claro, de suas composições.

Nesse ano, a artista recebeu duas homenagens marcantes: um programa especial feito pela TV Aperipê chamado "Todos cantam Clemilda", que foi ao ar no dia 23 de junho e teve participação de artistas como Genival Lacerda. Cada convidado cantou composições da artista.

Clemilda também foi homenageada pelo Governo de Sergipe com o seu nome intitulando o palco principal do Arraiá do Povo.

[ Fonte: Site - www.se.gov.br ]    

[ Editado por Pedro Jorge ]

Mestre Zinho


Nome completo:
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Mestre Zinho Sorrindo de Novo…

No último domingo, 25 de janeiro, Mestre Zinho cantou no "Remelexo". Cantou e sorriu, com um sorriso inteiro, seguro, feliz, cantando muito, fazendo jus ao “Mestre” que leva junto ao nome. Pode parecer uma bobagem, todo mundo sorri, mas para quem teve uma forte paralisia facial e teve que inventar um jeito de cantar, com um lado do rosto paralisado, por amor à música e necessidade de continuar trabalhando, para quem viu seus shows no ano passado e parecia que ele estava mais próximo da (indesejada) aposentadoria do que de um próximo show, foi uma prova de extrema força de vontade e dedicação voltar ao palco sorrindo como sempre e fazer um show eletrizante. Cantou inclusive “Valente é o bem-te-vi”, uma das músicas que eu mais gosto e só tinha ouvido na voz do Dió, do Trio Xamego. Vida longa ao forró, ao Mestre Zinho e seu sorriso…

MESTRE ZINHO

Ele sempre diz que para a voz ficar boa é necessário dormir 8 horas no mínimo por noite, descansar bastante e depois soltar no palco a voz forte que o carateriza há tantos anos…. Ele enfrenta as adversidades com a força do povo do Nordeste, acostumado à dureza da vida. Mas faz isso com ternura e bom humor, também característicos da sua personalidade. Vê-lo cantar no Remelexo domingo passado foi emocionante. A dignidade do mestre com seu ofício, reaprendendo a colocar a voz e faze-la soar como se fosse a coisa mais fácil do mundo, apesar de uma paralisia facial da qual está se recuperando insistir em atrapalhar o mestre. Fica a lição para nós todos que vivemos do forró e da música brasileira que o talento e a força de algumas pessoas está além da nossa compreensão… E que são momentos que devem ficar pra sempre na memória. Nao poderia deixar de registrar aqui minha impressão sobre aquela noite…


[ Fonte: Blog - magnofestas.blog.com ]




RELEASE

Mestre Zinho, o ícone do Forró Pé-de-Serra
Daniele Santos ( 6 de Setembro de 2008 )

O título de mestre dado ao cantor e compositor Erivan Alves não foi em vão. Mestre Zinho, como é mais conhecido, é um dos grandes destaques do Forró pé-de-serra da atualidade. O sonho de menino se tornou realidade, e hoje, o alagoano de Rio Largo coleciona uma legião de fãs e arrasta multidões por onde se apresenta. Apesar da forte influência de seu avô, Mestre Bruno, que tocava sanfona de oito baixos, a carreira de Erivan Alves como vocalista só começou em 1980, quando ele entrou para o Trio "Os Três do Nordeste", onde ficou por oito anos, gravando sete discos ao lado de Zé Pacheco e Parafuso.

Em 1988 deixou o trio e passou a seguir carreira solo. Foi contratado pela Polygram e lançou o LP "Murro em Ponta de Faca", que contou com as participações especiais de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Amelinha.  Antes disso, Mestre Zinho já havia formado o Grupo "Cangaço Nordestino", que costumava tocar em batizados, casamentos e portas de lojas. Ao ser dispensado do Exército, desfez a banda e montou um trio com o mesmo nome.

Fã de Luiz Gonzaga e Trio Nordestino, se apresentava com roupas de cangaceiro e chapéu de couro. O sucesso, no entanto, ainda estava longe. "Cansei de ser vaiado. Já levei até pedrada em apresentações na rua", lembra rindo. Mestre Zinho participou da faixa "Agora é sua vez", de sua autoria, no LP "Fruto", de Elba Ramalho, em 1989. Em 1990, lançou o LP "De documento na mão". No ano seguinte, gravou o LP "Aí o Bicho Pega". Em 2002, apresentou, com sucesso, o CD "Forró do Apagão".

Em 2005, foi avez do CD "Gelo na Farinha". Com o sucesso à tona, o "Rei do Baião", Luiz Gonzaga deixou de ser apenas um ídolo para se tornar também um amigo e companheiro de profissão. "Seu Luís sempre foi gentil comigo. Ele era agressivo com os ignorantes e pacato com os humildes. Além disso, ele sempre ajudava as pessoas mais simples", lembra Zinho. Novidades na carreira. Em 2009, os fãs poderão contar com o lançamento do disco "Mestre Zinho e Amigos", que foi gravado em outubro deste ano, no "Remelexo", em São Paulo. No repertório estarão presentes regravações de seus grandes clássicos, além das participações especiais de Tato, do Falamansa, Enoque, do Trio Virgulino, Janaína, do Bicho de Pé, Aluízio, do Trio Sabiá, Dió de Araújo, do Trio Xamego, entre outros. O DVD "Mestre Zinho e a banda Girassol", que o acompanha nos shows do Nordeste deve chegar às lojas até o fim do ano. Nos shows do Sudeste, Mestre Zinho se apresenta cantando e tocando triângulo com seu trio, que conta com Erivaldinho na sanfona e Charlin Meio Quilo na zabumba. Além disso, Mestre Zinho ainda faz parte do aclamado "Trio dos Sonhos", composto por Dió de Araújo e Dominguinhos.

Aos 63 anos, Mestre Zinho, é muito mais que um mestre. É um verdadeiro guerreiro, que venceu um sério acidente de carro, em 1987, um câncer de próstata, em 2006, um enfarto, em junho deste ano, e recentemente se recupera de um derrame facial.

Católico, o alagoano não se deixa abater e continua se apresentando, lotando as casas noturnas e atraindo diversos seguidores. "A vida continua e essas coisas acontecem para marcar, é assim mesmo", ensina.

O ADEUS A MESTRE ZINHO

O alagoano Erivan Alves de Almeida, o Mestre Zinho, faleceu, aos 67 anos. O cantor estava internado em estado grave no Hospital Mario Kröess, na Penha Circular, para tratar de nódulos no pescoço. Ele já lutava contra um câncer da próstata.

Mestre Zinho, considerado um dos ícones do Forró Pé-de-Serra, teve a influência do avô, conhecido como Mestre Bruno, que tocava sanfona de oito baixos. Sua carreira ganhou força no Trio "Os 3 do Nordeste", onde era o vocalista e com o qual permaneceu durante oito anos. Em 1988, deixou o trio e passou a seguir carreira solo.

[ Fonte: palcomp3.com ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

Sandro Becker



"Não tenho motivos para ser triste. Apesar de ter nascido
pobre, Deus me deu o dom artístico de cantar e hoje me sinto
agradecido por isso".
Sandro Becker
[ Fonte: (extinto) "Jornal 'Tribuna de Alagoas'" ]


PERFIL ARTÍSTICO

Sandro Becker é um cantor brasileiro nascido em Alagoas.
Estourou no centro-sul do País com a música "Julieta", em
1986. Gravou 25 discos e ganhou dois discos de ouro e troféus
variados. Faz shows pelo Nordeste. A composição de seus
trabalhos caracteriza-se principalmente pelo sentido duplo
das letras (maliciosas), como o feito pela também alagoana
Clemilda.

Apresenta o programa Forró Total, na TV Independente/RedeTV!
canal 17, na tv aberta, e 21, na tv a cabo, em Natal/RN.

[ Fonte: Site - Wikipédia, a enciclopédia livre ]


BIOGRAFIA

As músicas de duplo sentido marcam até hoje a carreira do
cantor alagoano Sandro Becker. Nascido Emanoel do Vale
Trindade, em agosto de 1954, no distrito de Rocha Cavalcante,
desde cedo teve contato com a música.

Filho de comerciantes evangélicos, aprendeu a tocar vários
instrumentos musicais. Foi na capital alagoana, em 1972, que
ingressou na carreira artística. Numa rádio local, fazia
sucesso pelo personagem "Coronel Zé Lotero" de um programa
humorístico.

Quatro anos depois, foi para o Rio de Janeiro, onde
interpretava o tipo no programa da rádio Metropolitana
"Chapéu de Couro e Chapéu de Palha". O primeiro disco seria
gravado apenas em 1979 e levava o nome de "Sandro Becker de
Beethoven a Soriano".

Em 1986, gravou aquele que seria o seu maior
sucesso,'Julieta'. Depois, vieram outros hits como ‘O Gato
Tico’, ‘O Kiko’ e ‘A Velha Debaixo da Cama’. Ao todo, Sandro
Becker gravou cerca de 30 discos, ganhou dois discos de ouro,
além de diversos troféus.

Como compositor, assinou canções como "Viagem da Carmelita",
"Cabo Velho" e "Quiabo Gigante". Atualmente, apresenta na TV
Independente, afiliada da Rede TV! em Natal, o programa
‘Forró Total’.

[ Fonte: Site - www.letras.com.br ]



O Cantor Alagoano Sandro Becker Lança, "100% Pé-de-Serra", o
22º Disco de Sua Carreira ( Sinopse )
Por Carlos Nealdo

Ele é ator, comediante, músico, compositor, apresentador de
TV, radialista, produtor musical, bacharel em Direiro e
cantor. Ficou conhecido nacionalmete por seus clássicos de
duplo sentido, pricipalmente depois que "Julieta" estourou em
outras regiões do País, em 1986.

Desde então, o artista colecionou uma série de sucessos que
inclui "Tico-Tico", "Ângela", entre outros. Sandro Becker
esta lançando mais um disco, "100% Pé-de-Serra"/Polysom, o
22º de sua carreira. Este CD conta com as participações de
artistas alagoanos.

Para realizar o álbum "100% Pé-de-Serra", o cantor paasou 15
dias em Maceió/AL, frequentando casas como o "Lampião" e se
reunindo com artistas da terra. Foi graças a essa pesquisa
que Sandro incluiu no disco músicas do Kara Véia, "Foi Você",
de Messias Lima e Ronaldo Café, "Morando na Selva" e de
Acioly Neto, "Trancelim".

Brincalhão
A música alegre de Sandro Becker reflete o bom humor do
músico no dia-a-dia. Onde chega, seu senso de humor acaba
conquistando as pessoas em sua volta.

Mas nem sempre foi assim, Becker ainda se lembra quando
deixou o Estado, em maio de 1976 - "Com quatro calças, seis
camisas, um par de sapatos 'cavalo de aço' e apenas a
passagaem de ida", lembra ele - para tentar a sorte no Rio de
Janeiro/RJ.

Hoje, 10 discos de ouro e 2 de platina depois, o artista tem
espaço e público garantidos não só no Nordeste, mas no eixo
Rio-São Paulo.

Sandro Becker se apresenta em tudo o que é espaço, incluindo
presídios de alguns Estados. Penitenciária, aliás, já se tornou
lugar-comum na vida do artista. Durante a sua passagem por
Alagoas, onde esteve para divulgar seu novo disco, o
cantor fez uma apresentação para os presidiários do Instituto
Penal São Leonardo, na capital alagoana.

Curiosamente ao longo de mais de duas décadas de carreira
artística cantando músicas de duplo sentido, Sandro nunca
teve problema com a censura.

O estilo irreverente do artista também conquistou o público
de Portugal, País onde ele estesve por 4 vezes, divulgando o
seu trabalho.

Mantendo a mesma cara de moleque de 20 anos atrás, Becker
diz está em plena forma, principalmente em relação á música.
Para a alegria de todos nós que admiramos o seu trabalho
artístico.

[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de AL", 22 de Junho de 2001 ]


SANDRO BECKER

Por Jalon Cabral ( 30 de Maio de 2011 )

No começo tudo foi difícil. Vindo de União dos Palmares/AL, disposto a
vencer na vida que escolheu, Sandro Becker fixou morada em
Maceió/AL e na pensão onde descarregou seus poucos pertences
traçou planos para conquistar o seu espaço no mundo artístico. Prá
começar escolheu ser humorista e criou o personagem Coroné Zé
Lotero, uma imitação quase perfeita do saudoso Coroné Ludugero, com
o qual arrancava alguns sorrisos pardos da plateia. Deixando um pouco
de lado a figura humorística da réplica do Coroné Ludugero, Sandro
Becker sentiu que cantar com humor era sua praia. Deu certo. Viajou
por esse Brasil a fora, conquistou alguns prêmios nacionais e hoje já
são 32 discos.

Seu primeiro sucesso nacional foi a música Julieta. Depois vieram Tico
Tico, o Rico e o Pobre, Seu Buzzet, Gatinho Angorá e o mais recente Só
Deus Cala a Minha Voz. Sandro Becker foi o primeiro cantor do gênero
Forró Malícia a romper as barreiras do fechado rádio FM. Julieta em
1986, uma música de duplo sentido, estourou nas rádios de todo o
Brasil.

Atualmente Sandro Becker conta com 32 discos gravados, reside em
Natal, no Rio Grande do Norte, onde é dono do restaurante Casa do
Matuto, faz shows semanais e abre espaço para os artistas nordestinos.

SAIBA MAIS
www.casadomatuto-natalrn.com

CONTATOS
Telefone: (84) 3202-4107/ 8854-8332        
E-mail: sandrobeckershow@hotmail.com

[ Fonte: www.qualquerinstante.com.br ]

[ Editado por Pedro Jorge ]