quarta-feira, 27 de julho de 2011

Geraldo Cardoso


"Os produtores de eventos não valorizam os artistas locais. Eles levam para os municípios alagoanos um pacotão com os artistas que eles defendem, que são as bandas de Forró Eletrônico fazendo com que os nomes da terra percam espaço e, logicamente, a sua identidade. Com esse cenário, sobreviver com o Forró autêntico aqui e muito difícil"
Geraldo Cardoso
[ Fonte: Jornal "O Jornal", 06/06/2010 ]


Nome completo: (carece fonte)
Nome artístico: Geraldo Cardoso
Codinomes: "Matuto de Luxo" e "Matuto-Cantador"
Data de nascimento: (carece fonte)
Local: Quebrangulo/AL
Gênero: Forró


UM MATUTO DE LUXO

Atualmente com 8 discos gravados, todos alcançando sucesso principalmente no Nordeste: Ele já ultrapassou a marca de mais de 500 mil cópias de CDs vendidas ao longo de sua carreira artística. Geraldo Cardoso está embalado agora com o oitavo trabalho de sua vitoriosa carreira, o CD intitulado "Matudo de Luxo - Vol. 8", que com certeza será um multiplicador para elevar ainda mais o prestígio da nossa música regional.

A autenticidade do trabalho desse artista, nascido nas ribeiras do Rio Paraíba do Meio, em Quebrangulo, terra natal de Graciliano Ramos, o "Mestre Graça", vem do berço e está bem viva na alma desse "Matuto-Cantador", que é capaz de contagiar com a brejerice de um Forré Pé-de-Serra, o público de todos os cantos do Brasil.

Geraldo Cardoso cresceu vivenciando o borbulhar da vida e da cultura maravilhosa das feiras livres do Agreste alagoano, em meio ás festas de gado e das cavalhadas. Assando milho verde nas fogueiras de São João, sem perder um bom arrasta-pé,  ao som do fole de oito baixos nos forrós de pé-de-serra, que até hoje alegram as noitadas nos fins de semana do interior nordestino.

UM MATUTO EM NOVA YORK

Não é todo matuto que tem o privilégio de sonhar  em ser artista e ter a felicidade de concretizar  o seu sonho. Esse matuto é hoje um dos artistas regionais mais executados nas rádios em todo o Brasil , tendo  a honra de está com a sua  música "Um matuto em Nova York" inserida na trilha sonora da Novela Global Améria.

E ainda por cima, ter o luxo de desfrutar das parcerias musicais  e da admiração  respeitosa dos amigos, facilmente conquistado por esse nosso grande cantador, que etá chegando com a corda toda, com o seu novo CD, disposto a cantar e encantar o público como um "Matuto de Luxo".

O reconhecimento e a amizade dos artistas já consagrados nacionalmente, como Flávio José e Nando Cordel, que fazem uma participaçãao especial em "Matuto de Luxo" cantando junto com Geraldo as músicas "Agora Pense" e "Tema de Amor", garante a credibilidade, além de valorizar um trabalho, que na verdade é a continuidade de quase duas décadas de  insistente pesquisa da musicalidade e das tradições do povo nordestino.

Simplicidade, alegria e romantismo no seu jeito de cantar fazem de Geraldo Cardoso um artista envolvente e sedutor, que conquista facilmente o público. E nas 17 faixas do CD "Matuto de Luxo - Vol. 8", os arranjos são simples, mas cuidadosamnete trabalhados para agradar a todos através do ritmo dançante e contagiante do Forró.

[ Fonte: Jornal "Quem sabe faz a hora" (informativo da Prefeitura de Maceió/AL), Setembro/2006 ]




QUEM SOU EU

Atualmente com doze discos gravados, todos alcaçando sucesso, especialmente no nordeste, Geraldo Cardoso acaba de gravar seu 1º DVD e o 12º CD de sua vitoriosa carreira, em show que será realizado e gravado ao vivo no SESC Alagoas.

Fiel as suas raízes culturais,impõe com muita personalidade um estilo próprio ao seu trabalho , recheado de bom gosto, por um repertório que conquista facilmente o público, por preservar com autenticidade, o ritmo mais popular do povo nordestino: O Forró.

Suas composições ganham o mundo, através das suas gravações e de outros intérpretes, um exemplo: A música "Um Matuto em Nova Iorque" gravada por ele e pelo cantor Roberto Trevisan que mora atualmente nos Estados Unidos e foi inserida na trilha sonora da Novela Global América.

[ Fonte: geraldocardoso.blogspot.com, s/d ]


FORRÓFREVANDO - Geraldo Cardoso confirma sucesso no Carnaval Pernambucano

O forrozeiro alagoano Geraldo Cardoso – o Matuto de Luxo - apresentou na última segunda (07) o show Forrófrevando nas cidades de Olinda e Recife, numa mistura dançante que reúne o forró em ritmo de frevo. Geraldo primeiro apresentou-se em Olinda, no Pólo Fortim, para um público de mais de 8000 pessoas e fez o pernambucano “arrastar o pé” alternando-se com o pontilhar dos dedos e do calcanhar. “É um show sem igual... estamos muito felizes por receber Geraldo Cardoso tocando o forró com o frevo nessa nossa grande festa popular de Olinda”, declarou Márcia Souto, Secretária de Cultura de Olinda.

O público não parou nem por um instante, ora dançando agarradinho, ora saltando feliz da vida. Para a turista mineira Célia Cristina: “É muito bom um show desses em pleno carnaval, para mim, que não sei dançar o Frevo está sendo ótimo, pois enrolo dizendo que estou misturando com o Forró (risos)”. Camarotes e plateia vibraram muito com a apresentação que teve gente de todo o Brasil assistindo.

No mesmo palco (Fortim) um pouco antes, subiu ao palco outro alagoano: Juninho, com o seu Sonic Junior e após o Forrófrevando, foi a vez de Geraldo Azevedo fazer a festa.

Em seguida, Geraldo Cardoso, apresentou-se no Pólo Nova Descoberta, em Recife, onde mais de 5000 pessoas dançaram e se esbaldaram, ao som deste alagoano que além de brilhar no São João país afora, agora consolida essa nova proposta unindo duas das maiores festas do Brasil, com o forró e o frevo.
“Esse foi o ano em que conseguimos confirmar esse projeto (Forrófrevando) como uma alternativa no calendário de festas pelo nordeste... é uma injeção de energia para arrebentarmos no São João que começa já”, finalizou o entusiasmado Geraldo Cardoso que foi destaque em matérias na Rede Globo Nordeste durante todo o carnaval.

Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/03/09/forrofrevando-geraldo-cardoso-confirma-sucesso-no-carnaval-pernambucano

[ Fonte: geraldocardoso.blogspot.com, s/d ]

[ Editado por Pedro Jorge ]





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terça-feira, 26 de julho de 2011

Banda Gato Zarolho





Banda: Gato Zarolho
Data de formação:
Local: Maceió/AL
Integrantes:
Gênero: Nova MPB


GATO ZAROLHO

Considerada pela crítica, uma das melhores novidades da música alagoana, a Banda Gato Zarolho lança seu primeiro CD intitulado: “Olho Nu Fitando Átomo”.

Marcada por uma sonoridade ritmicamente híbrida e por letras que passeiam pelo universo fantástico e pelo espanto do cotidiano, a Gato Zarolho, que este ano perfaz cinco anos de estrada, encerra, com este CD, um ciclo criativo e se prepara para outros vôos. Ou pulos.

A Gato Zarolho vem se firmando, nesses quase cinco anos de existência, como um laboratório em que as referências musicais de cada integrante servem de amálgama para o som que a banda apresenta. Não apenas a mistura de elementos musicais diversos, mas, em última instância, a mobilidade constante no modo de conceber essas misturas é que tem sido o norte do grupo.

Desde os momentos iniciais, quando a banda (por conta da sonoridade predominantemente acústica) era associada a uma certa idéia de regionalismo, até a fase atual, de encerramento de um ciclo em que a ambiência rock é um dos componentes mais nítidos, a Gato Zarolho privilegia um repertório pouco linear. Isso se manifesta tanto em conjuntos de músicas que guardam significativas diferenças entre si como no fato de uma única música, por vezes, constituir-se de ritmos e concepções de arranjo diferentes.

Uma ideia que nos tem ajudado a pensar o que produzimos é a de que não buscamos a mistura. É antes como se procurássemos diferentes caminhos para chegar a lugares específicos. Esses lugares não são tantos assim: a satisfação em forma ampla, a delicadeza, a agressividade e a percepção de que, mesmo parados, estamos em andamento. É uma parte dessa trajetória, aquela que pudemos elaborar dentro do Estúdio, que apresentamos nesse "Olho nu fitando átomo", que é a reunião de todas as nossas divisas: ao longo das onze faixas desse álbum, ficam assinaladas as sonoridades que viemos perseguindo desde que começamos.

[ Fonte: Site oficial -  www.gatozarolho.com.br ]

[ Editado por Pedro Jorge ]




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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Los Borrachos Enamorados





E VOLTA TUDO OUTRA VEZ ( Release )
O surpreendente interesse de bandas atuais pelo passado.


Tudo que você menos esperava. Cinco jovens com veia rock, na estrada há quase 10 anos, com a curiosa semelhança de gostar de brega, isso mesmo... Brega. Eles afirmam não ser nenhuma jogada de marketing ou tentativa de atingir um novo público. ?É que a gente se encontrava para tomar uma cerveja e ensaiar para os shows de nossa banda paralela, a Mr. Frezze, e jogando uma sinuca, a galera caia sempre no brega, tirando onda mesmo, então causou aquela nostalgia, a lembrança daquelas festas da infância... e quem nunca ouviu um brega rasgado??, explica indagando André, vocalista do grupo Los borrachos enamorados (Os bêbados apaixonados ? seria apologia demais em português), que gosta de ser chamado de De Boy Nascimento.


O nome é novo, mas a banda já embalou vários boêmios em casas noturnas e bares de Maceió, isso quando ainda atendiam por ?Ghambiarra?. A mesma tinha parado fazia um tempo, mas de uma hora pra outra, surgiu a idéia de colocar a coisa pra funcionar de verdade. Agora eles contam com figurino e cenário, as apresentações ganharam um tom performático, o repertório se homogeneizou e virou um verdadeiro tributo a todos os cantores de brega do Brasil. Começam com Adelino Nascimento, passam por Bartô Galeno e chegam até Tayrone, o cigano.


Foi assim que Los borrachos enamorados colocaram a cara no mundo e sem muita pretensão, vêm ganhando admiradores por onde passam. ?O objetivo é divertir?, salienta Denne, violonista do grupo, que conta também com Bruno no baixo, Tedam na guitarra e Rodrigo na bateria.


Pra vocês que nunca ouviram, vale a iniciativa, mas o bom mesmo é vê-los no palco, um brinde e ... ?me deite no chão...?.


[ Fonte: palcomp3.com ]


[ Editado por Pedro Jorge ]







sexta-feira, 22 de julho de 2011

Banda Time Machine

.

"A prata da casa pode não ser o ouro que muitos pensam, mas que sua luz reluz dentro de cada um daqueles
que acreditam que essa prata pode ser o ouro inexistente que vem de outras praças"
Serginho Lamecci
[ Fonte (frase): Jornal "Alagoas em Tempo" ]


TIME MACHINE  - UMA VIAGEM NO TEMPO ( Sinopse )

A Banda Time Machine reproduz sucessos dos anos 1960, 70 e 80,  no melhor estilo Rock'n'Roll e é, hoje em dia, sem sombra  de dúvidas,  a banda  mais solicitada para os mais variados  tipos de  eventos sociais do  estado.

Seja na capital ou interior, a banda vem se destacando pelo vasto repertório e pelo talento individual  de cada um de seus integrantes: São nove músicos com vasta experiência individual até mesmo fora do país.

Lançada no mercado do showbusiness alagoano há pouco mais de três anos, a Banda Time Machine já se consagrou junto a públicos de diferentes linguagens e idades. No ano de 2002  a grupo recebeu o prêmio de banda revelação do ano.

Com o 2° CD já á venda, lançado há pouco mais de dois meses, gravado ao vivo no Happy Hour do Sesc Poço Maceió e intitulado "Time Machine Realmente ao Vivo", a banda já se prepara para entrar em estúdio novamente.

Em Setembro de 2003, a  Time Machine fez sua   primeira aparição acústica. O show foi realizado no Teatro Deodoro, em Maceió/AL, no Projeto intitulado "Música é o Maior Barato", e mais uma vez, a banda  mostrou seu talento trazendo antigas e novas canções ao som de violões e ritmos bem brasileiros e  ao mesmo tempo latinos.

Integrantes:
Serginho Lamecci ( voz, violão e vocal )
Fabinho Oliveira ( voz, baixo e vocal )
Alexandre Magno ( guitarra e vocal )
Silvano Moreno ( teclados e vocal )

Participações:
Marcus Vianna ( sax e flauta )
Joaquim Vieira ( trompete )
Alex Ferreira ( trombone )
Jaílson Brito ( sax e harmônica )
Márcio Cavalcante ( Bateria )

[ Fonte: Jornal "Alagoas em Tempo", 19 a 25/07/2004 ]


HISTÓRIA
Por Serginho Lamecci

Antes da Time Machine eu fazia shows solo com uma banda.

Um dia, depois de um show com uma banda local, recebi um convite para fazer um show na cidade de Major Izidoro, interior de Alagoas, cantando sucessos dos anos 60 e 70, ainda com o nome de Serginho Lamecci & Banda. Topei na hora. Então partimos para os ensaios.

Comecei a juntar os músicos, escolhendo, claro, aqueles que mais se destacavam em Maceió.

Ensaiamos durante umas duas semanas escolhendo, entre LPs e K7s antigos, as músicas que mais chamavam a atenção para o tipo de repertório que estávamos buscando.

Tudo pronto!!!

Partimos para Major Izidoro e o show foi um sucesso. Ao término do show fomos convidados para um café da manhã na casa do Contratante, que hoje é nosso amigo e anfitrião na cidade sempre que a gente volta lá.

Uma semana depois, já em Maceió, fui convidado por um amigo, Edvaldo, mais conhecido como Mago, a fazer um show em uma casa noturna que sempre trazia artistas de nome Nacional. A casa era a Sururu de Capote. Nesse show teria que acrescentar sucessos também dos anos 80. Mais ensaios então.

No último ensaio o produtor do show, que não lembro o nome agora, estava fazendo um release para divulgação do mesmo. Então, vi no título desse release o meu nome ainda. Pensei no momento que seria legal colocar um nome na banda. Ele mesmo queria que ficasse como estava, pois eu já tinha certo nome local já que fazia alguns shows solos em casas noturnas e bares da cidade. Não teve conversa. Queria um nome prá banda. Daí juntou o útil ao agradável. O estilo me chamou a atenção e na hora veio o nome do que viria a se tornar a banda mais solicitada do Estado: Time Machine.

Daí partimos para todos os tipos de show e apresentações tanto na Capital como no interior do Estado chegando a participar de grandes eventos em ambos.

Nossa história começou a tomar rumo quando um velho amigo que tinha uma casa noturna em Maceió nos convidou a ficar como banda fixa da casa. Conchas era o nome da casa. Ficamos aí m bom tempo e fomos para outra casa que tava bombando na cidade: Victória Paladares. Aí conhecemos uma pessoa maravilhosa que nos ajudou muito e nos incentivou ab gravar o primeiro cd: Um Sonho a Mais. Aos poucos fomos conquistando muitas coisas e o local foi ficando pequeno já que, no começo éramos quatro e de repente nos tornamos uma banda com seis pessoas num palco que só cabiam quatro.

Partimos para shows maiores e a agenda a cada dia crescia mais e a banda também. De seis passamos para 10, juntando equipe técnica e tudo mais.

Vieram os grandes shows com artistas nacionais. Um grande passo para que banda começasse a ser reconhecida pela imprensa e pelo público local.

Outro local que abriu as portas para a Time Machine foi o SESC Maceió. Ali gravamos um cd ao vivo, intitulado: Realmente ao Vivo; e o nosso primeiro DVD: A Festa Vai Começar que nos rendeu um DVD de ouro. A banda se tornou a menina dos olhos do público do local. Nos sentimos em casa sempre que estamos no palco do SESC.

Hoje a banda tem um reconhecimento, não só no Estado de Alagoas, mas em outros também, como é o caso de Recife que todo mês tem a presença garantida da banda.

[ Fonte: bandatimemachine.com.br ]



SERGINHO LAMECCI

Serginho Lamecci Começou sua carreira musical muito cedo em 1984, aos 14 anos de idade, onde junto com alguns amigos fundou o grupo Linda Juventude no Colégio Imaculada Conceição, onde faziam parte também do grupo de jovens JUMACIC, também no mesmo local.

No mesmo ano conheceu a rapaziada do grupo Os Inseparáveis, da cidade de Garanhuns, hoje grupo Nostalgia, aonde, nas idas e vindas, integrou ao grupo em 1987 e permaneceu até 88;
De volta a Maceió, deixou a música um pouco de lado e se integrou a outras atividades.

Mas a veia musical falou mais alto e um ano depois voltou à ativa, junto com o Irmão Roger, formando o grupo Flash Back, onde permaneceu até meados de 1989.

Em 1990, entra para o grupo Frutos da Terra. Daí pra frente veio a Banda Êxito.

Banda essa que realizava shows como cover do cantor Fábio Junior e do grupo Roupa Nova.

Em 1992, Roger se transfere para o Restaurante Calabar e em Seguida é a vez de Serginho.

Dessa vez ele integra a banda Roupa Velha, hoje banda New Orleans.
Do Calabar se transferem para o Restaurante Kizomba.
Em 1992, Serginho é chamado a integrar a banda Aquarela, do restaurante do mesmo nome.

Em 1994, é convidado para uma temporada na Argentina, onde junto com mais quatro músicos, faz uma temporada de mais de três anos, entre idas e vindas, chegando a representar o Brasil no ato da assinatura do Mercosul.
De volta ao Brasil, Serginho retoma as atividades e a vida noturna, voltando a atuar em casas e em restaurantes de Maceió.

Em Dezembro de 2000, é convidado a realizar um baile na cidade de Major Isidoro, interior de Alagoas, interpretando musicas dos anos 1960 e 70.

A repercussão do baile foi tão grande que, de volta a Maceió foi convidado a participar de uma festa, dessa vez acrescentando alguns sucessos dos anos 1980 também.

A grande dúvida estava por vir: se trabalhar com o nome de Serginho Lamecci ou procurar um nome pra banda? A idéia surgiu rapidamente quando Serginho cogitou o nome de “The Time Machine”.
Depois de muitas reuniões e debates entre os músicos surgiu só “Time Machine”.

O resto já é o que todos conhecem: a reunião de um grupo de músicos de talento e prestígio no cenário Artístico Alagoano. Em 2002, Serginho lançou seu 1° CD solo intitulado “My Favorities Songs”, onde reúne perolas da música internacional como: Something, Unforgetable, My Girl, My Way, Only You, New York, Carrie, Still Loving You, entre outras, além de uma versão, feita pelo próprio, intitulada contigo, e que foi gravado pelo astro da musica latina, Luis Miguel. “O CD é o primeiro passo pra realização de um sonho de muito tempo”. Mas Serginho não parou pro aí, já está disponível seu 2° Cd Solo..Vale a pena conferir!!

SAIBA MAIS ( Sobre Serginho Lamecci ):

http://www.serginholamecci.blogger.com.br/
http://serginholamecci.musicblog.com.br/

[ Fonte: fcsopratervc.blogspot.com ]

[ Editado por Pedro Jorge ]


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Herbert Azul




“Eu sou um palhaço do circo do futuro e se a arte terminar eu a recriarei com certeza. Sou a arte atemporal, vivo fazendo do fim o começo. Assim sou o novo novamente”.
Herbert Azul
[ Fonte (frase): blog.revistaaovivo.com.br ]


Nome completo:
Nome artístico: Herbert Azul
Data de nascimento:
Local:
Gênero: MPB


HERBERT AZUL
por Priscila Borges 

Azul como um pensamento de criança, azul como um mar de aquarela. Azul como o céu de Maceió, onde Herbert, ainda menino, morava em uma fazenda. Lá seu passatempo era imitar os animais. Fazia sons em panelas e latas velhas, criava histórias e apresentava seus personagens para as crianças pobres da redondeza. Foi assim que se descobriu artista. E hoje, com tantos anos de criatividade, quem conhece Herbert Azul sabe como é difícil definí-lo.
Cantor, compositor, ator, produtor, poeta. Inúmeras faces do artista que estão constantemente presentes em suas apresentações, seja nos shows, na TV, teatro, cinema ou rádio.

Com muito bom humor Azul deixou o nordeste rumo à Campinas/SP, semeando alegrias e carregando no bolso um maço de notas musicais.

Aos 38 anos, mais de vinte deles dedicados às artes, o músico alagoano já colheu bons frutos durante sua caminhada. Um deles foi sua parceria com o também nordestino Alceu Valença. Com ele gravou mais de dez canções, entre elas Pétala, vencedora do Prêmio Sharp na categoria “Melhor música”. Herbert fez parte da banda de Alceu e participou de seus discos Sete Desejos, como violonista, Batuques e Ladeiras, como vocalista, e Sol e Chuva, como produtor. “Alceu é meu eterno padrinho e um dos maiores artistas que já conheci no mundo. Ele é perfeito, um mágico! Nossa parceria continua, sempre estamos gravando as músicas que fazemos juntos”, conta orgulhoso.

REPENTISTA

Sábado, 21h. Estamos em Campinas, em um dos bares do bairro Cambuí, famoso por sua agitada vida noturna. Porém, nesta época do ano, típicamente fria, a tendência seria a diminuição do movimento nestes bares. Mas aqui, não. Isso porque no show de hoje teremos as ilustres presenças de alguns dos grandes nomes da música brasileira, reunidos em uma única apresentação.

Já na primeira canção, quem sobe ao palco é Caetano Veloso cantando Noite do prazer, de Cláudio Zoli. Em seguida, um dueto arrasador: Cássia Eller e Alcione cantam juntas Não deixe o Samba Morrer, de Edson e Aluísio. Ainda na mesma noite, aparecem Tim Maia, Lenine, Djavan, Zé Ramalho, entre muitos outros. Todos incorporados através das idênticas imitações de Hebert Azul.

Assim, já se passaram uma hora e meia de show e o público não tira os olhos do artista de mil faces. Há também aqueles que não só assistem, mas participam cantando, dançando e pedindo novas “aparições”. Este improviso, que mescla teatro e música, é uma das inspirações para os shows de Hebert Azul. “O improviso com conhecimento me faz ser diferente. É uma arte que vem dos repentes, da cultura nordestina. E é muito difícil. Se você quiser fazer, mas não souber improvisar, todo seu conhecimento de música vai pelo ralo”, explica.

E foi a partir da irreverência certeira que Hebert conquistou seu espaço em outros segmentos. No teatro, por exemplo, ele não só fez participações como ator, mas também como produtor e responsável pela trilha sonora de diversos espetáculos. Um deles foi I Love Neide, monólogo de Eduardo Martini que esteve em cartaz em Campinas durante seis meses e passou também pela cidade de São Paulo, no Teatro Folha. Recentemente, Azul foi convidado para produzir a trilha sonora e atuar no espetáculo infantil Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado.

PARCEIROS E FÃS FAMOSOS

Além de Alceu Valença, seu “padrinho” musical e também fã, Herbert Azul foi alvo de elogios de diversos outros artistas. Por já ter trabalhado como ator, teve a oportunidade de conhecer e apresentar seu trabalho para Isabela Garcia, Taumaturgo Ferreira, Claudia Ohana e Nelson Freitas, este último com quem também já dividiu os palcos cantando.

Entretanto, para ele o mais importante deste reconhecimento foram as parcerias que surgiram desde que se tornou conhecido entre os famosos. Entusiasmados com as composições do alagoano, não foram poucos os grandes nomes que gravaram suas músicas. Alguns exemplos são Elba Ramalho e Vanessa Barum. Azul também já foi trilha sonora de uma produção de Maria Zilda. A atriz do filme Minha Vida em Suas Mãos (2004) escolheu a canção Há Leblon, de Herbert Azul, para ser tema desta história.

Assim, depois de tantas conquistas em seus 24 anos de carreira, ele discorda de que atualmente faltam oportunidades para os artistas brasileiros. “Música tem que ser simples e ter qualidade. O artista tem que ter talento e ser voraz. As oportunidades estão em qualquer canto, é só armar o seu circo, sabendo que o artista principal é um palhaço talentoso”, explica o cantor.

Com seu picadeiro aberto e seus inúmeros palhaços em cena, Azul se prepara para aquela que, segundo ele, é a oportunidade mais importante de sua vida: o projeto Novos Poetas, junto ao Centro Boldrini, que cuida de crianças e adolescentes portadores de doenças sangüíneas e de câncer. “Hoje esta é a minha maior alegria.
 Deixaria de fazer qualquer coisa para finalizar este sonho”, revela. 

O projeto consiste no lançamento de dois livros e um CD com poemas feitos pelas crianças do centro e musicados por Hebert Azul. O lançamento do projeto também será feito em rede nacional e apresentado pelo SBT junto a diversos artistas do país, em um programa especial intitulado Dia Boldrini.

[ Fonte: blog.revistaaovivo.com.br ]



Álbum: "Um Cata-vento Pra Você Voar"
Artista: Herbert Azul 
Gravadora:
Ano: 2001

Faixas:
01. Maracasamba
02. Barulho
03. Três horas da manhã
04. O recado
05. Há Leblon
06. Iracema Maceió
07. Um catavento para você voar
08. Tome Tenência
09. Taquaral
10. Balanciê
11. Tú tá na vida
12. Ave de rapina
13. Vitamina colorida




Artista arapiraquense será destaque no programa Jô Soares de hoje
Por Angelo farias ( Redação Arapiraca, 02/07/2009 ) 

O cantor arapiraquense Herbert Azul, será o entrevistado do "Programa do Jô" na TV GLOBO nesta quinta-feira dia 02 ,Herbert Azul nasceu em Arapiraca e após alguns anos foi para Pernambuco ,onde recebeu influência dos ritmos regionais.

Ele é cantor compositor,ator,escritor,produtor, arranjador e multi-instrumentista. Parceiro de Alceu Valença, tendo tocado na banda do pernambucano por 8 anos.

Recebeu o prêmio Sharp com a musica “Pétalas” (melhor letra e música), que fez parte da trilha do filme "Novela Novela",vencedor de melhor filme estrangeiro no festival de cinema independente de New York e recebeu diversos prêmios com a musica “Há Leblon”, que foi tema do filme "Minha Vida em Suas Mãos".

Suas muúsicas foram gravadas por artistas como Elba Ramalho, Alceu Valença, Vanessa Barum, Maira Barros, Tony Câmara,entre outros.

Herbert Azul participou do songbook de Gilberto Gil, gravou com Marcelo D2 além de participar das paródias do programa global "Casseta e Planeta",como ator já participou dos programas "Malhação", "Zorra Total", "cilada" no canal MultiShow além de atuar na peça "Carreirinhas", direção de Wolf Maia

[ Fonte: www.forumnow.com.br ]

Herbert Azul 

O cantor, compositor e agitador cultural falou do começo da sua carreira, ele começou como músico na noite. Apresentar Herbert Azul é uma grande satisfação. Primeiro porque é um grande músico; segundo, porque é um grande compositor; terceiro, porque é um grande intérprete. Azul é tudo isso ao mesmo tempo: cantor, compositor e músico". Palavras de Alceu Valença, seu parceiro em várias composições, entre elas, "Pétalas", vencedora do "Prêmio Sharp de Melhor Música” (O GLOBO). “Este cara é uma mistura maravilhosa de Gil, Djavan, Alceu Valença” Sérgio Carvalho produtor e diretor da BMG,(FOLHA DE SÃO PAULO). “Azul é completo por isso gravei sua linda musica”. disse Elba Ramalho depois de gravar a música “Trem das Ilusões” em seu CD de 25 anos de carreira. “Ao meu entender somos contemporâneos de um gênio da nossa música”. Feliz de quem perceber isso e o entender. Em uma única palavra: Imperdível! Herbert Azul é a mistura de James Brown e Jackson do Pandeiro.” Pedro Carneiro, diretor da TVE.

Cantor, compositor, ator, escritor, produtor, arranjador, multi-instrumentista e parceiro de Alceu Valença. Nasceu em Alagoas e cresceu em Pernambuco, onde recebeu influência dos Ritmos Regionais. Gravou e compôs várias músicas com Alceu Valença, com o qual tocou em sua banda durante oito anos. Recebeu o Prêmio Sharp com a música "Pétalas" (Melhor letra e música), Prêmio da Prefeitura do Rio De Janeiro/RJ com o documentário Da Feira de São Cristovão. Sua música "Há-Leblon" foi tema do Filme " Minha Vida Em Suas Mãos" - Direção Maria Zilda Bethlem, A Música "Pétalas" Também Foi Tema do Filme " Novela Novela" - Direção Crystianne Rochat, vencedor na categoria de melhor Filme Estrangeiro no Festival De Cinema Independente em New York. Suas músicas foram gravadas por artistas como Elba Ramalho, Alceu Valença, Vanessa Barum, Maíra Barros, Osman, Alan Bastos, Tony Câmara, entre outros. 

Herbert Azul participou do songbook de Gilberto Gil, gravou com Marcelo D2 no CD Bpm Vol. 2, gravou o CD De Frevos de Pernambuco Asas da América, gravou o CD Novo Canto, Etc. Como ator já participou dos seguintes programas: Malhação (Tv Globo), Zorra Total (Tv Globo), Cilada (No Canal Multishow) e no Documentário Da Feira de São Cristovão no Rio De Janeiro.

Atuou na Peça " Os Quatro Carreirinhas" - Direção De Wolf Maia. Participa das paródias do Programa Casseta & Planeta (Tv Globo). É embaixador do Boldrini (Hospital do Câncer Infantil/SP) e está promovendo o projeto de lançamento de livro, CD e  de poemas de crianças com câncer musicado por ele.

Através de sua Conexão Azzul Produções, produz eventos, cantores, bandas, trilhas para peças de teatro, TV, cinema e etc. É diretor musical de peças em Cartaz no teatro em São Paulo: " Cinderella" e no Rio De Janeiro "I Love Neide" ambas com direção geral de Eduardo Martini.

[ Fonte: tiosamnewstv.blogspot.com, 2 de Julho de 2009 ] 

[ Editado por Pedro Jorge ]




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tororó do Rojão


"Com os músicos e cantores bons que temos aqui, dava para fazermos uma das fetas juninas mais bonitas do Brasil só com as pratas da casa. Mas aqui, na cidade; quase não se vê mais trios e cantores de Forró se apresentando e, quando chamam, pagam dois mil réis. Tem muito artista bom por aqui sem fazer nada. O problema de Alagoas é que as pessoas não se abrem para a cultura"
Tororó do Rojão
[ Fonte (frase): Jornal "O Jornal-AL", 06/06/2010 ]

Nome completo: (carece fonte)
Nome artístico: Tororó do Rojão
Data de nascimento:
Local:
Gêneros:


TORORÓ: O rojão que ninguém segura!
Por Keyler Simões

Cantor lança seu segundo CD  em companhia de Chau do Pife e se firma como um atêntico fosrrozeiro.

Bom humor e talento. Essaas são algumas qualidades que poucos reúnem tão bem e com tanto charme quanto Manoel Apolinário da Silva, mecânico aposentado da PETROBRAS.

Conhecido por todos como Tororó do Rojão, é um dos maiores forrozeiros autênticos do Brasil. Faz de seu momento no palco a maior de suas responsabilidades. E quem melhor lhe define é ele mesmo, como não poderia de ser em um homem de personallidade tão marcante: "Não existe dois Tororós no mundo, somente um, eu".

Com 40 anos de carreira dedicada ao verdadeiro Forró e público que se divide entre crianças e adultos, Tororó já gravou 3 vinis, 1 compacto, 12 CDs e várias participações em discos e CDs de forroeiros como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Jacinto Silva. Agora, ele lança seu segundo tabalho com o título "Tororó do Rojão Sem Sotaques". A obra conta com a participação especial de outro alagoano de sotaque marcante: Chau do Pife.

O "CHAPLIN DO FORRÓ"

Tororó canta há mais de 30 anos e até já recebeu o apelido e "Chaplin do Forró", dado pelos músicos da Orquestra de Moscou, para quem já se apresentou. O primeiro compacto gravou no final dos anos 1960. Já fez parceria  com Oswadinho e Nelson do acordeon. Em 2000, lançou o seu 1º CD, "O Povo Não Quis Acreditar", totalizando 4 trabalhos gravados.

O disco anterior, "Segura Menino", foi lançado há 20 nos e a música-título ainda é tocada até hoje nos programas  de Forró em rádios de Maceió/AL.

ODETE PACHECO

Tororó do Rojão começou sua carreira no programa de Odete Pacheco. Natural do povoado de Bateria, em Matriz do Canaragibe/AL, veio para Maceió com 10 anos de idade. Quando uma senhora, D. Nadir Pantaleão, o viu jogando bola, lhe perguntou se não queria vir pra Maceió trabalhar na casa dela.

Outro fato de sua personalidade e do amor que o forrozeiro tem por sua terra é o orgulho de morar na Av. Comendador Leão - Bairro Poço, um dos locais mais antigos da Cidade.

LUIZ GONZAGA

"Só fui morar fora de Maceió quando Luiz Gonzaga mandou me chamar pra ir gravar com ele um disco, lá no Rio de Janeiro, em 1962. Fui morar na casa dele, na Ilha do Governador. Trabalhei como motorista de 'Seu' Luiz e toquei com ele por 3 meses. Quem tocou o triângulo daquela música 'Ovo e Codorna' fui eu", diz o homem que compõe as letras das suas músicas sempre com histórias vividas por ele mesmo e com intenção de alegrar as pessoas que lhe ouvem.

[ Fonte: Jornal "Tribuna Independente", 11/07/2007 ]


TORORÓ TEM APENAS UM CONVITE PARA O SÃO JOÃO

Apenas dois quadros de reconhecimento e um prêmio estampando as paredes da simplória casa onde vive
deixam claro "um certo sofrer" para manter no peito o  estandarte de forrozeiro autêntico de um ds seus mais célebres representantes: Manoel Apolinário da Silva, o Tororó do Rojão.

Com 73 anos de idade e mais de 40 de sobes e desces nos palcos levando a autenticidade do Foró de Raiz com irreverência e bom humor, Tororó conta com orgulho que sempre burlou os pesares da profissão encantando plateias com performáticas atuações.

Por um certo tempo conquistou o seu espaço, o respeito de alagoanos, nordestinos e de diversos públicos  nas suas andanças por circos e barracões  na capital e no inteerioor do Estado, mas não esconde que hoje é o desprezo que bate a sua porta.

Mostrando o minguado saldo de um carreira de 4 décadas: 2  discos de vinil e 2 CDs, todos de composições próprias, além de mais de uma dezena de chapéus e a inseparável toalha no pescoço - os companheiros de palco junto ao seu grupo, Os Inseparáveis do Forró, com Vavá dos 8 baixos -, ele lembra do tempo  em que as suas músicas deixavam ecos por toda a cidade através das ondas sonoras das rádios locais e fala sobre o potencial artístico da Alagoas com maestria suficiente para carregar o título de "Terra de um Forró genuinamente nordestino".

Mergulhado em lembranças, o popular Tororó tem pouco o que contar agora sobre o seu berço, o palco, onde tenta levar a arte do Forró com uma alegria e uma maestria que ninguém duvida. Mas o que deixa dúvidas é se ele voltará a ser devidamente aplaudido, pois o seu talento vem sendo ocultado muitas e muitas vezes tanto pela saúde debilitada quanto pela falta de oportunidaades.

Este ano, o artista recebeu - até agora - apenas um convite para a apresentação do seu rojão forrozeiro durante o período junino; por enquanto, ainda sem dia nem hora  definidos.

[ Fonte: Jornal "O Jornal-AL", 06/06/2010 ]



Tororó do Rojão! Forró, suor e fuleiragem
Por Marcelo Cabral (s/d)

Manuel Apolinário da Silva, o Tororó do Rojão, 70 anos, quatro discos, dois LPs e dois CDs, muita história na bagagem, e muita fuleiragem também. Como o nome sugere, Tororó é o pipoco do trovão, uma força da natureza, o elemental do Forró.

Em sua trajetória, foi parceiro-irmão de Jacinto Silva, personagem importante na sua história, “eu e ele, a gente era nó que ninguém desatava”, diz Tororó. Também foi zabumbeiro de Luiz Gonzaga e até motorista do grande Rei do Baião. Conta que já se apresentou em tanto lugar por esse Brasil afora que nem lembra mais por onde passou. Sobre os companheiros acima citados e sobre o Rei do Ritmo ele diz “Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Jacinto Silva nunca cantaram nada feio na vida”.

Forró, Xote, Maxixe, Xaxado, Samba, Coco, Tororó é um artista eclético e completo, representante autêntico dos ritmos construídos no nordeste do Brasil, compositor inteligente, de letras de duplo sentido, engraçadas, acidas, sensuais, por vezes melancólicas ou incomodas, por outras, somente belas canções, da mais inspirada poesia popular.

Algumas de suas músicas mais conhecidas apresentam refrões como “Seu Cuca é eu” em “Seu Cuca”, ou “Forró Gay”, onde ele tira uma onda com o preconceito em seus versos, o que causou repercussão na comunidade gay local, produzindo reações e opiniões diversas.

Assim é Tororó, polêmico, cômico, desbocado, boêmio, poeta, querido por todos, e todos os adjetivos são poucos.

Fui visitar Tororó em sua casa azul no bairro do Poço, região conhecida em Maceió como Bomba da Marieta. Fui acompanhado de Railton Sarmento, o Rato, rimador e flautista da banda Xique Baratinho, conhecedor e fazedor do verso popular alagoano, e amigo de longas datas do Tororó do Rojão. Ao bem da verdade, Rato é outra figura e tanto, uma cruza de Ian Anderson com Didi Mocó e Caju & Castanha.

Tororó nos recebeu com a alegria de sempre, apesar de alguns problemas de saúde recentes, mas que segundo ele “foi só uma dor aqui e ali, já fui ao médico e estou me tratando, estou bom já, só não pode tomar cachaça”, avisou antes que convidássemos.

Fazia calor naquela tarde que anunciava o verão e fomos para o quintal da sua casa, onde estava mais fresco. Tororó contou sua história.

MENINO DE ENGENHO

Nascido em Matriz do Camaragibe, norte de Alagoas, o pequeno Manuel Apolinário perdeu seu pai muito cedo, entre oito e nove anos de idade, ele e sua mãe viúva, Maria, foram trabalhar em uma usina da região. “Eu limpava cana, colocava na esteira, fazia de tudo, mas o que eu gostava mesmo era de jogar futebol” conta Tororó.

Sua paixão de menino pelo futebol o levou a jogar bola com os filhos dos usineiros e se tornaram amigos. Em certo momento, surgiu uma pessoa que mudaria para sempre seu destino de menino do canavial. Dona Nadir Pantaleão foi como uma segunda mãe para o pequeno Manuel Apolinário, ele conta que a senhora chegou pra ele e perguntou “quer ir viver em Maceió comigo?” e ele, nervoso e confuso, foi pedir chorando para que a mãe o deixasse ir. Com muita dor, Maria o deixou partir com dona Nadir, quem sabe encontrava um destino melhor na capital.

E encontrou, chegando a Maceió, Tororó descobriu as letras, foi para a escola alfabetizar-se, “estudei até o quarto ano, quando vi, já sabia ler, pegava o jornal e lia tudo, ‘Rio de Janeiro tal e coisa’, ‘em São Paulo isso e aquilo’, pronto, depois que já sabia ler, ia comprar pão e depois jogar ximbra (bola de gude).”

Mas Tororó era bom mesmo no futebol, ele conta “tem gente das antigas aqui em Maceió que me conhece mais como jogador que como cantor, eu fui camisa 10 tricampeão antes do Pelé nessa porra, pelo Sport Clube Alagoas, de Maceió”.

Quanto à música, Tororó conta que surgiu na sua vida “ainda menino”, escutando sua mãe cantar coco “com os cabras” em Matriz, e ele cantava junto também, e de lá até hoje sem parar, feito cantiga de grilo, como se diz por aqui.

Depois de alguns anos morando em Maceió, Tororó recebeu uma carta de sua mãe Maria, ela contava que estava pedindo esmola para comer na cidade natal. Compadecida, Dona Nadir trouxe a mãe do agora jovem rapaz Manuel para viver em Maceió, e alugou uma casa próxima a sua para eles viverem. “Gente muito boa, muito boa mesmo” repete Tororó com a voz carregada de gratidão.

Na época da chegada de sua mãe a Maceió, Tororó saia de casa para trabalhar em um posto de gasolina, e depois desenrolou seu caminho profissional como servente, mecânico, assistente, e claro, cantor.

Tororó e o palco, um artista performático

No meio da conversa, Rato comentou sobre o episódio ocorrido durante a turnê Alagoas em Cena, quando artistas alagoanos de diversas linguagens viajavam para apresentar suas produções em outros estados. Nesta espécie de caravana, quando da ida a cidade do Rio de Janeiro, alguns destes cantores e bandas foram escalados para tocar na Feira de São Cristóvão, também conhecida como Feira dos Nordestinos, ou ainda Feira dos Paraíbas.

Segundo Rato, os artistas se apresentaram na praça com todas as suas sofisticações roqueiras e jazzísticas, inclusive o Xique Baratinho, sua própria banda, sob os olhares desconfiados do público que fazia questão de demonstrar seu descontentamento. Os dois contam, rindo, que um comerciante local chegou a pedir para um artista parar, que aquilo estava arruinando seu negócio.

...“Mas quando esta encomenda subiu ao palco” disse Rato apontando pra Tororó que ria orgulhoso, “foi uma comoção só, tanta gente dançando que mal cabia no lugar, e todos aplaudiam o cabra, negócio da gota!”.

Tororó interrompe. “Os lindos lá num canto (se referindo aos outros artistas alagoanos), teve um que quase leva uma cadeirada pra sair do palco”. E ria com vontade aquele sorriso de Tororó.

Realmente, é impressionante como um sujeito tão pequenino em estatura, se torna um gigante no palco, impossível ignorá-lo. Seu gestual, na interpretação das músicas, é uma marca registrada, cada palavra acompanha um gesto para descreva-la, capaz de fazer o mais mal humorado dos sujeitos estampar um grande sorriso no rosto, daqueles irrefreáveis. Acompanhado de seu trio, Os Inseparáveis do Forró (Vavá dos Oito Baixos, o zabumbeiro Tainha e Aluizio no triangulo), o cantor pula, faz pirueta, dança e anima seu público lá de cima, do alto dos seus 70 anos.

É por isso que muita gente em Maceió ficou espantada com a ausência de Tororó do Rojão na programação oficial dos festejos juninos de 2007 na capital alagoana, onde o cantor sempre reinou absoluto.

Artistas, público e imprensa pressionaram e questionaram a prefeitura sobre a ausência de Tororó nos palcos, já que o cantor é convidado até para eventos com um perfil mais rock/pop como foi o caso do Festival de Música Independente de Maceió. Mas não adiantou reclamar, Tororó ficou de fora, e sem a renda com a qual contava durante o período do ano mais fértil para sua música. Algo semelhante a perder a colheita.

Questionado sobre este episódio, Tororó respondeu, “o prefeito é um forrozeiro muito bom (Cícero Almeida, prefeito de Maceió, é cantor de forró de longas datas), convidou-me pra tocar no São João de 2006, e eu fiz o show num ginásio enorme, topado de gente que teve parente meu que não conseguiu entrar, de rocha mesmo rapaz, no dia seguinte, tava cheio de Tororó do Rojão na Gazeta...”

Sem nenhuma apresentação na agenda, o artista vive com uma pequena aposentadoria que coloca comida na mesa de uma família que, pelo que pude observar, trata Tororó com grande respeito e admiração que ele merece.

“Artista aqui só serve pra votar e pagar IPTU”! Dispara bravo.


DISCOGRAFIA

LPs

*"Tororó do R. e Nelson do Acordeom–Aqui Tem Forró"/1979
*"Segura Menino"/1981

CDs

*"O Povo Não Quis Acreditar/2004
*"Sem Retoque" /2007

Local de venda dos discos de Tororó em Maceió:
Banca Zumbi (82) 9305-5311

[ Fonte: Site - www.overmundo.com.br ]




Morre, aos 75 anos, Tororó do Rojão
Por Nigel Santana

Ícone da cultura alagoana, Manoel Apolinário da Silva, o Tororó do Rojão, faleceu esta noite, por volta das 22h, na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, onde estava internado desde o dia 4 de junho, vítima de um aneurisma cerebral.

Há dez dias, Tororó apresentou uma melhora em seu quadro clínico, deixando de precisar da ajuda de aparelhos para respirar, no entanto, na mesma semana em que aparentava uma recuperação, uma infecção bacteriana manteve o cantor e compositor isolado.

Após saber da morte de Tororó do Rojão, a família fez questão de agradecer as orações e a ajuda de amigos e admiradores do trabalho cultural desempenhando pelo mestre ao longo de sua trajetória. O velório acontece na Central de Velórios, avenida Siqueira Campos, bairro do Prado. O sepultamento será às 16 horas, o cemitério ainda será divulgao pela família.

Admirador do trabalho de Tororó do Rojão, o jornalista Keyler Simões foi quem deu a notícia à imprensa. "É uma perda inestimável. Tororó foi, junto com Verdelinho, meu maior mestre. Não só da cultura, mas da vida. Um humor, talento e despojamento como poucos. Tororó, obrigado por tudo, pelo carinho e atenção que sempre teve para comigo. Ao encontrar com seu 'irmão' Jacinto Silva e o seu mestre (e nosso também) Luiz Gonzaga, dê-lhes um abraço por nós, e diga que aqui a coisa está triste!", disse ele, emocionado.

[ Fonte: Site - tribunahoje.com, 07/07/2011 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Duofel [ Fernando Melo ]


"A vida se reflete na música, não importa o caminho sonoro o qual você vai escolher. Acho que, na garra, Alagoas tem produzido coisas bacanas. Agora, é só deixar as asas crescerem para alçar voo"
Fernando Melo
[ Fonte (frase): Jornal "Gazeta de Alagoas" ]


PERFIL ARTÍSTICO ( Fernando Melo )
Por Elexsandra Morone

Nascido em Arapiraca/AL, Fernando Melo já tocou no mesmo palco onde se apresentarm nomes como Eric Clapton, B B King e Hernie Hancock. Fanático por música o instrumentista diz que ouve de tudo.

Aos 50 anos de idade, o instrumentista Fernando Melo é apontado como um dos maiores virtuoses da música brasileira, ao lado de seu companheiro de estrada, o paulistano Luiz Bueno, com quem criou, há 27 anos, o Duofel - duo instrumental que figura entere os mais respeitaedos do Brasil e do exterior.

Nascido em Arapiraca, de onde saiu aos 12 anos para residir em Maceió/AL, o músico, autodidata, sentiu cedo, nas veias, o desejo de se expressar por meio da música. Aos 6 anos, ainda em sua cidade natal, deixava a mãe cabreira ao cantar na porta da sorveteria do cinema do município, quase sempre  em troca de guloseimas e de ingressos para as matinês.

Em meados de 1970, Fernando decidiu   deixar para trás a capital alagoana, rumo á selva de pedra, São Paulo/SP. Sofreu com a mudança, assim  como todo nordestino que se aventura por aquelas bandas.

Hoje, com uma carreira consolidada, ele experimenta  o sabor da superação, encantando espectadores mundo afora  com sua música inventiva e autêntica. Com um currículo que exibe shows em países como Bélgica, França, Suiça e EUA, o insatrumeantista, prestes a lançar uma trilogioa muscial dedicada ao Estado.

FRASES
Autor: Fernando Melo

"...Nós não estamos presos a nenhum tipo de modismo. Só temos compromisso com a música pura, com a arte. É o que nos impulsiona"

"A internet  é um meio democrático, acessível para todos, dando avisibilidade dos artistas para produtores de shows e de festivais"

"Acho que o grande mercado quem faz são as pequensas gravadors. É lá que está o melhor da múscia brasileira. A maior dificuldaade  do artista está na didtribuição"

"O mercado cultural ideal seria um sonho, eu diria que seria até uma utopia. A estrutura até funcionava há  um tempo atrás, quando os órgãos públicos  davam apoio á arte e á cultura. Hoje,  o governo não investe mais em cultura e, quando faz, só destina  verbas ridículas, irrisórias"

"Claro que a nossa música tem um alto conceito lá fora, mas o mearcado não é tão aberto assim. Isso é um pouco de ilusão. Lá não é mais fácil do que aqui"

"O fundamental é levar a música a sério, como se leva o trabalho de cada dia. Tem de trabalhar duro, ensaiar, tocar, praticar..."

[ Fonte: Jornal "Gazeta de Alagoas", 29/03/2005 ]


CD - Fernando Melo - "Forró de Violão"
Por DJ Ivan

Produzido por Fernando Melo e Félix Baigon, violões 6 e 12 cordas aço de Fernando Melo, sanfonas de Tião Marcolino e Xameguinho, pé-de-bode de Edgar dos 8 baixos. É ouvir para dançar, destaque para “Mundaú a Manguaba”.


Álbum: Fernando Melo – "Forró de Violão"
Gravadora: Eldorado/2000

01. Forró no Caranguejo (Fernando Melo)
02. Rua do sol (Fernando Melo)
03. Chorando no Aroeira (Fernando Melo)
04. Xoteando em Caititus (Fernando Melo)
05. Mundaú a Manguaba (Fernando Melo)
06. Festa de Santo Amaro (Fernando Melo)
07. Marchando para Marechal (Fernando Melo)
08. Feira do passarinho (Fernando Melo)
09. Penedo é bonita de se ver (Fernando Melo)
10. Papo Furado No 7 coqueiros (Fernando Melo)
11. É no gogó da ema (Fernando Melo)
12. Maxixe em Piaçabuçu (Fernando Melo)


FRASES

“Para quem ‘aprecia’ pé-de-bode está diante de virtuoses e de uma música fantástica, onde o violão se integra de tal modo, que há um diálogo constante entre ele e os oito baixos, cada um mantendo sua identidade"
Luiz Sávio de Almeida

“Fernando Melo nasceu no agreste alagoano, em Arapiraca, cresceu ao som dos ternos – zabumba, triângulo e sanfona – presentes nas festas do interior e das bandas de pífanos…”
“'Forró de violão' é o primeiro trabalho que Fernando Melo grava sem a presença do parceiro e amigo Luís Bueno, a outra metade do aclamado Duofel” 
Ubirajara Almeida

NOTA: Frases extraídas do encarte do CD.

[ Fonte: Forró em Vinil / www.forroemvinil.com ]


SHOW

 Fernando Melo: forró sem obviedades

Um CD de forró sem sanfona na linha de frente, letras marotas ou regravações de Luiz Gonzaga. Assim é "Forró de Violão". A recusa das soluções óbvias sempre marcou a carreira de Fernando Melo, a metade alagoana do Duofel.

Em seu primeiro disco sem a cumplicidade do parceiro de dupla, o paulista Luiz Bueno, o violonista mergulhou fundo em busca de suas raízes nordestinas. O resultado: Xotes, Baiões e Xaxados instrumentais de rara beleza. O show de lançamento, no Sesc Pompéia, conta ainda com dois percussionistas e um sanfoneiro. Mas fica a cargo das cordas de Fernando conduzir a sonoridade ao mesmo tempo brejeira e moderna de suas composições. "Rua do Sol", "Feira do Passarinho" e "Marchando para Marechal", entre outras, são temas recentes com cheiro e sabor agrestes, como se não fizesse 32 anos que o músico deixou Arapiraca, sua cidade natal.

[ Fonte: Revista "Veja SP", Agosto e Setembro de 2000 ]


FERNANDO MELO - "Alagoas em Trilogia" 




1. "Tocador"

01.  Meu Tocador Sustenta o Trenor
02.  Alto do Cruzeiro
03.  Ramo Prá Guaxuma
04.  Três Marias
05.  Tudo em Riba
06.  De Palmeira à Maceió
07.  Adeus Maria Fumaça
08.  Canarinho na Embolada
09.  Embiribeira
10.  Feira de Arapiraca
11.  Verde Sonho
12.  Jacinto Saudades




2. "Forró De Violão"

 01.  Forró no Caranguejo
02.  Rua do Sol
03.  Chorando no Arueira
04.  Xoteando em Caititus
05.  De Mundau à Manguaba
06.  Festa de santo Amaro
07.  Marchando para Marechal
08.  Feira do Passarinho
09.  Penedo é Bonita de se Ver
10.  Papo Furado no 7 coqueiros
11.  É no Gogó da Ema
12.  Maxixe em Piaçabuçu




3. "Da Lagoa Pro Mar Do Mar Pra Lagoa"
01.  Olhos do Luar
02.  Te Vejo no Sinal Vermelho
03.  Passando por Delmiro
04.  Subindo a serra da Barriga
05.  Sopro de Lembrança
06.  Mestre Graça
07.  Juvenal no Galope
08.  Da Tapioca ao Via Box
09.  Vou danado Pra Xingó
10.  A Noite Sonhamos


[ Fonte: www.tradebit.com ]



Duofel vai gravar Beatles ao vivo no Cavern Club

Dez meses após o lançamento do CD Duofel Plays the Beatles, editado em setembro de 2009, o duo brasileiro de violões ainda continua às voltas com o cancioneiro dos Fab Four. O Duofel - integrado pelos violonistas Fernando Melo e Luiz Bueno - vai gravar na Inglaterra o DVD O Sonho Nunca Acabará... em dois shows no lendário Cavern Club, o bar de Liverpool onde os Beatles iniciaram sua escalada rumo ao topo da parada mundial. O primeiro show está agendado para esta segunda-feira, 19 de julho de 2010, enquanto o segundo vai ser feito amanhã, 20 de julho. Detalhe: os dois shows estão marcados para ás 13 horas - no fuso horário inglês - em alusão ao fato de, no começo da carreira, os Beatles cantarem nesse horário. A ideia é extrapolar o registro do show, tornando O Sonho Nunca Acabará... um documentário.

[ Fonte: blogdomauroferreira.blogspot.com, 19/07/2010 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]





quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jacinto Silva


"Jacinto Silva foi um intérprete peculiar da música do Nordeste"
Ranilson França (folclorista)
[ Fonte (frase): Jornal "Gazeta de Alagoas" ]

Nome completo: Sebastião Jacinto da Silva
Nome artístico: Jacinto Silva
Data de nascimento: 23/10/1933
Local: Palmeira dos Índios/AL
Data de falecimento: 19/02/2001
Local: Caruaru/PE
Gêneros: Coco, Embolada e outros Ritmos Regionais do Nordeste


BIOGRAFIA
Por Ranilson França

Ao aproximar-se o período junino nos vem a lembrança de um dos mais importantes astros da música popular nordestina: Jacinto Silva.

Nascido na cidade de Palmeira do Indios, Agreste alagoano, no dia 23 de outubro de 1933. Foi criado ouvindo os cantadores de Coco, violeiros, mestres de reisado, guerreiros, cantigas de sentinela e de terços, com o nome de batismo Sebastião Jacinto da Silva, o "Bastiãozinho" como era mais conhecido entre os amigos de infância, o menino Jacinto logo cedo assimilou os ritmos do povo de Alagoas.

Sua primeira apresentação pública aconteceu na década de 1950, no auditório da velha rádio Difusora, no programa da saudosa Odete Pacheco, onde foi batizado com o nome artistico de Jacinto Silva.

Em 1958, transfere-se para Caruaru onde inicia profissionamente sua carreira artistica. Em 1962, grava pela Mocanbo um 78 RPM, seu primeiro disco com as músicas "Bambuá-Bambuá" e "Justiça Divina", alcançando sucesso em todo Nordeste. Pouco tempo depois grava pela CBS seu primeiro LP, que se intitulou "Cidade de Alagoas", com destaque para as músicas "Aquela Rosa" e "Chora Bananeira", baseadas no folclore nordestino influenciado por Jackson do Pandeiro e Ary Lobo, com quem conviveu na década de 1960 no Rio de  Janeiro/RJ, Dominguinhos, Severino Januário, Luiz Gonzaga, Abdias, Trio Nordestino e outros bons da música nordestina. Em seu vasto e rico repertório aparece os Cocos, as Emboladas, Bentitos, Guerreiros e tantos outros ritmos baseados no folclore nordestino.

Coco Sincopado

Jacinto Silva foi um intérprete peculiar da música do nordeste, interpretava como ninguém suas canções inclusive o Coco Sincopado, gênero do qual era senhor absoluto.

Além de intérprete, Jacinto também compunha suas músicas ao lado de compositores famosos como Onildo almeida, Juarez Santiago, Janduhi Filizola, Ivan Ferraz, Sebastião França, Luiz Queiroga, Florival Ferreira, João Silva, Zé do Rojão, Geraldo Lopes e Zé do Brejo.

Segundo Jacinto, seu grande sucesso foi a marcha de Roda "Aquela Rosa". As suas músicas marcavam presença quase constante na Série Pau de Sebo, da ( extinta ) CBS.

Projeto "O Voo do Forró"

Participou, em 1988, juntamente com a Banda de Pífanos de Caruaru, do compositor e sanfoneiro Caxiado e de outros artistas pernanbucanos, do Projeto "O Voo do Forró", com uma série de apresentações na Europa principalmente na França e Alemanha. Desse encontro saiu o CD "Caruaru, Capital do Forró".

Em 1933, quando ele esteve em Maceió/AL, teve o prazer de conhecê-lo mais de perto e sentir o valor não só do artista, mas da sua personalidade.

Conversamos sobre vários assuntos envolvendo música, cultura popular, tendo no momento autografado alguns de seus discos. Visitamos os folguedos alagoanos, onde sentiu-se bastante á vontade. Á noite, no Burungundu, no Bairro Jacintinho, fez um lindo show ao lado de seu amigo Tororó do Rojão.

Grupo Cascabulho/PE

Jacinto Silva, fez uma partiicpação  especial  no disco do Grupo pernambucano  Cascabulho, onde interpretou com maestria a música "Xodó de Sanfoneiro", surgindo daí uma grande amiadae eantre ele e os jovens artistas pernambucanos.

Seus últimos discos foram produzidos por Zé da Flauta, que também lhe ajudou e incentivou bastante. Recebí do próprio Jacinto aquele que seria seu último disco "Só Não Dança Quem Não Quer", belíssimo trabalho em que ele relembrava seus grandes sucessos, com produção e direção artística de Zé da flauta.

Em primeiro de Maio de 1999, estive em  sua residência, em Caruaru (no conjunto INOCOP), onde passamos uma manhã inteira conversando e ouvindo suas histórias e planos para o futuro. Não  sabia que estava a me despedir do grande Jacinto Silva, o maior cantador de Coco, dos últimos tempos.

Seu amor por Alagoas, era sempre monstrado nas suas composições, nas quais Jacinto se esmerava em descrever suas belezas naturais  e seu encanto por seu Estado de nascença.

O último adeus

Faleceria em 19 de Fevereiro de 2001, ás 5 horas da madrugada , na Cidade de Caruaru, vitimado por um mal que lhe perseguia há algum tempo. Foi enterrado no mesmo dia, no  Cemitério Público da "Capital do Forró", acompanhado por poucos amigos e admiradores.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de  Alagoas", 17/08/2004 ]


JACINTO SILVA ( Perfil Artístico, 22 de Abril de 2011 )

Cantor, compositor, coquista e forrozeiro nascido em Palmeiras dos Índios, Alagoas.
Faleceu em 19 de fevereiro de 2001, na cidade de Caruaru, em Pernambuco, em decorrência de um câncer no fígado.

Começou a gravar em 1959, na extinta Fábrica de Discos Rozenblit, do Recife. "Chora bananeira" e "Aquela rosa" foram os seus primeiros sucessos.

Foi na gravadora CBS, porém, onde gravou de 1963 a 1973, que atingiu o auge da sua carreira.
Seu último trabalho em disco - "Só não dança quem não quer" -, gravado após anos de ostracismo e esquecimento, foi feito em 1998.

[Fonte: Blog-Geléia General/geleiageneral.blogspot.com ]


        


MÚSICA ( 22 de Abril de 2010 )

Disco para celebrar Jacinto Silva

Discípulo direto Jackson do Pandeiro, o alagoano de Palmeira dos Índios/AL, Jacinto Silva, falecido em 2001, é mais um dos tantos compositores injustiçados sob o olhar do que seria, de fato, a música nordestina. Para muitos, houve um pulo de Luiz Gonzaga direto para a produção da década de 1980, que deu ao País nomes como Zé e Elba Ramalho, Fagner, Amelinha, entre outros. Com a carreira iniciada em 1963, com a canção “Justiça Divina” no 78rpm do selo Mocambo, Jacinto construiu um rico repertório para o cancioneiro nordestino.

Parte dessas canções formam “Jacinto Silva - No Coração da Gente”, disco-tributo idealizado pelo presidente da Link, Edson Barbosa, e com direção geral de conteúdo e produção de Tiago Araripe. A bolacha conta com 16 músicas, interpretadas por artistas consagrados como Elba Ramalho, Maestro Spock, Tom Zé, Margareth Menezes, Isaar e o próprio Tiago. O disco já está à venda na loja Passa Disco e custa R$ 37,90. No próximo dia 29, ocorre na loja seu lançamento oficial.

“Garimpar, para este disco, composições representativas do universo sonoro e poético de Jacinto Silva é se arriscar a deixar de fora muitas pepitas preciosas. Porém assumimos o risco, na tentativa de mostrar a diversidade sonora e poética do repertório do compositor”, explica Tiago Araripe. No texto de apresentação no encarte do trabalho, Tiago elenca quatro vertentes fundamentais da poética musical de Jacinto: a bem humorada (presentes em “Gírias do Norte” e “Filosofia do Forró”), o reflexo dos valores do povo nordestino (como em “Aboio de um Vaqueiro”, “Teste para Cantador” e “Moleque de Rua”), a sentimental (“Aquela Rosa”, “Cante Cantador”) e a espiritual (com “Justiça Divina”, “Imaginação” e “Fonte de Luz”).

Tiago aponta também que o convite a artistas de diferentes vertentes da música popular também é uma forma de traduzir o ecletismo do trabalho de Jacinto Silva. “De Aurinha do Coco a Tom Zé, de Spok a Caju &Castanha, a tradição e a inovação convivem pacificamente. A ideia é que a obra de Jacinto Silva possa ser ouvida por diversos ângulos”, arremata.

[ Fonte: Blog - cabelosdesansao.blogspot.com ]


BLOG - FORROZEIRO DE CARTEIRA

Jacinto Silva começou a sua carreira desde cedo, quando ainda era garoto, com apenas 8 anos em 1942.

Fazia apresentações acompanhado por um conjunto regional em feiras e festas da cidade alagoana de Palmeira dos Índios.

Jacinto Silva foi construindo, através de sua peculiar forma de cantar e compor, uma vertente do Coco que se transformou em seu legado pessoal para a música brasileira, o Coco Sincopado. (extraído do texto Jacinto Silva - O desmantelo que constrói, de Gilson Oliveira).

Nascido em 1933 em Palmeira dos índios/AL, gravou de 1962 a 2000, desse período conseguimos coletar cerca de 20 obras.

[ Fonte: Blog - forrozeirodecarteira.blogspot.com ]




Álbum: Jackson do Pandeiro & Jacinto Silva

O melhor da nossa música popular está de volta com a série Brasil Popular. Neste volume, os grandes sucessos de Jackson do Pandeiro & Jacinto Silva, incluindo "Casaca de Couro", "Eu Quero Ver Embolar" e "Penerou Gavião". Não deixe de conferir!

Artista: JACKSON DO PANDEIRO & JACINTO SILVA
Ano: s/d
Gravadora: Sony & BMG

Faixas:

01. Casaca de Couro
02. Cantiga do Sapo
03. Coco de Praia
04. Mané Gardino
05. Adeus Corina
06. Tum, Tum, Tum
07. Eu Quero Ver Embolar
08. Tem Mulher Tô Lá
09. Puxe o Fole Zé
10. Forró de Surubim
11. Coco Machucado
12. Penerou Gavião
13. Flor de Croatá

[ Fonte: Site - www.submarino.com.br ]

[ Editado por Pedro Jorge ]


Ricardo Mota



VERSOS QUE ENCANTAM
Por Carlos Nealdo

O cantor e compositor Ricardo Mota lança "Bem-Mar", seu segundo álbum.

A melhor maneira para confirmar o talento de um artista é a infalível prova do segundo disco. Muitos costumam se perder no sinuoso caminho entre a estreia e o CD posterior. Alguns, no entanto, conseguem sair ileso e ter um trabalho ainda mais marcante. É o caso do cantor, compositor (e jornalista) Ricardo Mota, que está lançando "Bem-Mar". 

Em seu segundo disco, o artista confirma o talento revelado em "Vício e Verso", lançado em 1998, e mostra que a música alagoana está em boas mãos. A obra prova também que Ricardo Mota - dono de uma sensibilidade indiscutível - é, antes de tudo, um poeta completo e um músico maduro.

Esse lado já havia sido revelado no disco de estreia e em trabalhos que o compositor realizou para outros artistas. Em "De Geração em Geração", música composta em parceria com Almir Medeiros para o CD "Volta e Meia", de Kelly Rosa, por exemplo, Mota passeia com desenvoltura pelo universo do Choro numa letra magistral.

Não é diferente  em "Bem-Mar". Ao longo das treze composições que integraram o CD, o artista lapida poesias e as transforma em músicas raras. Exemplo claro disso é "Zangão", em que os versos fortes ganham uma melodia apropriada.

Para realizar o trabalho, Ricardo Mota contou com uma equipe de músicos que tem se destacado em Alagoas, entre eles Noberto Vinhas (violões e guitarra), Félix Baygon (baixo), Tião Marcolino (sanfona) e Almir Medeiros, que também assina a direção, os arranjos e aprodução do disco.

"No Tupi", faixa que abre o disco, se destaca pelos violões galopantes do Quarteto Pau-Brasil. A música, que é aberta com o som do mar, traz ainda um canto incidental Xavante. O resultado não poderia ser melhor.
Já em "Trama", instrumentos regionais como o triângulo dão o ritmo á música.

HOMENAGEM

"Bem-MAR" é uma homenagem á MPB. Homenagem que vem em forma de um delicioso "Samba de Outono" ou através do Forró "Meu Talismã". Ou ainda do Coco "O Mar é Meu".

Difícil dizer qual das treze músicas - todas de autoria de Ricardo Mota (com exceção de "Arraial das Candongas",, feita em parceria com Wagner Tiso) - é melhor. Esta última, aliás, é uma pérola cuja letras caiu nas graças  do istrumentista brasileiro. Lançada por Tiso em 1982, a música volta agora ainda mais viva com direito á participação do filho do compositor alagoano, Luizinho Mota.

Letrar músicas, aliás é um dom de Mota. Já fora assim em "De Geração em Geração", em que ele "deu vida" ao choro de Almir Medeiros.

Com o lançamento de "Bem-Mar" - que aconteceu oficialmnnete semana passada, em show que o artista fez no Armazém Sebrae - Ricardo Mota já pensa nas próximas apresentações, que devem acontecer em breve.

Tímido, o cantor e compositor parece fugir do palco, o que é não é legal, principalmeante porque um trabalho desse nível  não deve ficar escondido.

[ Fonte: (extinto) Jornal "Tribuna de AL", 23/01/2002 ]


CD ALAGOANO

Nesta página você encontra os CDs de alagoanos por ordem alfabética com seus respectivos contatos. Para incluir novo CD entre em contato com nossa equipe: bairrosdemaceio@gmail.com

Estas músicas são executadas todos os sábados no Programa "Cidade Sorriso", na Radio Serraria FM - 87,9 das 11 ás 13 horas.


 

Ricardo Mota - "Bem-Mar"   

Faixas 

01. Nó Tupi
02. Arraial das Candongas
03. Zangão
04. Trama
05. Rumo Norte
06. Nego Bom
07. Pequenininha
08. Samba de Outono
09. Rua Augusta
10. Rosa Vermelha
11. Porto, Vela, Solidão
12. Meu Talismã 
13. O Mar é meu 


Ficha Técnica 

Músicos
Noberto Vinhas: Violões e guitarras 
Félix Baygon: Baixo
Almir Medeiros: Flauta, Sax Soprano, cellos e teclados
Tião Marcolino: Sanfona
Ronalso: Percurssão
Camila, Diego, Fernanda e Leilane: Vocal
Luizinho Mota: Vocal em Arraial das Candongas
Quarteto Pau Brasil: Cordas em Nó Tupi

Direção musical, arranjos e Mixagem: Almir Medeiros
Gravação: AM STUDIO 
Técnico em gravação: Paulo Medeiros
Produzido por: Almir Medeiros 
Foto e arte: Marco Antônio 



Ricardo Mota - "Vício e Verso"  

Faixas

01. Picadeiro (Ricardo Mota)
02. Baía da Traição (Ricardo Mota)
03. Porto das Flores (Rosinha do Valença e Ricardo Mota)
04. Vício e Verso (Ricardo Mota)
05. Flor Outonal (Ricardo Mota)
06. Ramo de Saudade (Ricardo Mota)
07. Versejador (Ricardo Mota)
08. Traquino (Ricardo Mota)
09. Paisagem Branca (Ricardo Mota)
10. Cantar (Ricardo Mota)
11. Mundaú / Manguaba (Ricardo Mota)
12. Clara Ilha (Ricardo Mota)/
Sedução (Ricardo Mota e Sidney Wanderley)


Ficha Técnica:

Projeto gráfico e editoração: Silvano Almeida
Arranjos e direção - Almir Medeiros
Piano e teclados - Fábio Valois
Violão de nylon, aço e guitarra - Norberto Vinhas
Violão de nylon - Luiz Pompe (em Porto das Flores e Mundaú/Manguaba)
Contra baixo - Adelson Baygon
Acordeom - Genaro
Bateria - Café de Jesus
Percurssão - llê
Zabumba e Triângulo - Quartinha
Quarteto de cordas -
Violinos: Dário Américo e Paulo Lenilson
Viola: Neném
Violoncelo - Almir Medeiros
Sax, flauta, clarinete e violoncelo - Almir Medeiros
Engenheiro de som: Adelmo Tenório
Fotografias - Marco António
Gravado, mixado e masterizado no estúdio Unisom Av. Caxangá, s/n, Recife fone (081) 271 – 3507
Apoio Cultural: TV PAJUÇARA / ProMarka Comunicação de Marketing




Ricardo Mota - "Quando eu digo samba"

Músicas:

01 - Licença (Ricardo Mota)
02 - À Deriva (Ricardo Mota)
03 - Nara (Ricardo Mota)
04 - Humano (Ricardo Mota)
05 - Bom dia (Ricardo Mota)
06 - O Coração de uma mulher (Ricardo Mota)
07 - Sobre as notícias (Ricardo Mota)
08 - Tantas Marias (Ricardo Mota)
09 - Quando a luz apagou (Ricardo Mota)
10 - Rascunho (Ricardo Mota)
11 - Uma Aquarela, dois Brasis (Ricardo Mota)
12 - Também não vou (Ricardo Mota)
13 - Melancolia (Ricardo Mota)
14 - De geração em geração (A. Medeiros e Ricardo Mota)


Ficha técnica:

Arranjos: Ricardo Mota
Técnico: Jair e Tony
Arte e foto: Marco Antônio
Gravado e mixado no Estúdio G (Maceió-AL)
Masterizado no estúdio Combo Music (Rio de Janeiro-RJ)
Agradecimento especial ao SESC-AL pela cessão do piano

acústico, gravado no palco do Teatro Jofre Soares.

Ficha dos Músicos:

01 - Licença
Violão de 7 e de 6 cordas: Wilbert Fialho
Cavaquinho: Welington Pinheiro
Surdo, caixa, tamborim: Estácio
Coro: Biro e Jucélia

02 - À Deriva
Violão de 7 e de 6 cordas: Wilbert Fialho
Cavaquinho: Welington Pinheiro
Pandeiro: Janiel
Baixo: Felix Baigon
Coro: Biro e Jucélia

03 - Nara
Bateria: Dudu Athayde
Contrabaixo Acústico: Felix Baigon
Violão: Zé Luiz Pompe
Flugel Hom: Siqueira

04 – Humano
Bateria: Dudu Athayde
Piano Acústico: Jiuliano Gomes
Violão: Zé Luiz Pompe
Violoncelo: Miram Abs
Baixo Frettess: Felix Baigon

05 - Bom Dia
Violões: Wilbert Fialho
Baixo: Felix Baigon
Flauta: Everaldo Borges
Flugel Hom e Trompete com Surdina: Siqueira
Percussão: Ronalso
Coro: Biro e Jucélia

06 -O Coração de Uma Mulher
Trombone: Roni
Violão de 7 e de 6 cordas: Wilbert Fialho
Baixo: Felix Baigon
Surdo e Tamborim: Estácio
Cavaquinho: Welington Pinheiro
Pandeiro: Luizito
Coro: Biro e Jucélia

07 - Sobre as Notícias
Bateria: Dudu Athayde
Contrabaixo Acústico: FeIix Baigon
Violão: Zé Luiz Pompe
Bandorim : Welington Pinheiro

08 - Tantas Marias
Clarinete: Cel. Cláudio
Violão 7 e Violão 6 cordas: Wilbert Fialho
Cavaquinho: Welington Pinheiro
Pandeiro: Janiel
Contrabaixo Acústico: Felix Baigon

09 - Quando a Luz Apagou
Violão: Wilbert Fialho
Piano: Acústico: Jiuliano Gomes
Sax Tenor: Everaldo Borges
Baixo: Felix Baigon
Percussão: Estácio

10-Rascunho
Bateria: Dudu Athayde
Piano Acústico: Jiuliano Gomes
Violão: Zé Luiz Pompe
Baixo Fretless: Félix Baigon

11 - Uma Aquarela, Dois Brasis
Trombone: Roni
Violão: Wilbert Fialho
Baixo: Felix Baigon
Percussão: Estácio
Coro: Biro e Jucélia

12 - Também Não Vou
Violão de 7 e de 6 cordas: Wilbert Fialho
Cavaquinho: Welington Pinheiro
Surdo e Tamborim: Estácio
Pandeiro: Luizito
Baixo: Felix Baigon
Coro: Biro e Jucélia

13-Melancolia
Bateria: Dudu Athayde
Piano Acústico: Jiuliano Gomes
Violão: Zé Luiz Pompe
Flauta: Everaldo Borges
Baixo: Felix Baigon

14 - De Geração em Geração
Voz: Camila Mota (participação especial)
Piano Acústico: Jiuliano Gomes
Bandolim: Welington Pinheiro


[ Fonte: Site-Bairros de Maceió/www.bairrosdemaceio.net]


[ Editado por Pedro Jorge ]


CONTATOS


Shows e Vendas: (082) 3241.3987
E-Mail: versejador@uol.com.br

Onde Comprar: Banca "Zumbi dos Palmares", Centro de Maceió/AL
Falar com Aldo (082) 9305.5311




terça-feira, 5 de julho de 2011

Elaine Kundera


"Viver de arte é complicado no Brasil, e principalmente no interior alagoano. Mas  é possível realizar um bom trabalho fazendo o que realmente se gosta"
Elaine Kundera
[ Fonte (frase): Jornal "Alagoas em Tempo" ]


Elaine Kundera prepara-se para mostrar seu talento em CD
Por Ana Cavalcante

O gosto pela MPB foi estimulado desde cedo, quando ainda era criança. Em sua casa ouvia músicas de ícones da MPB, a exemplo de Clara Nunes e Cartola. E assim foi sendo construída a base musical de uma das vozes de destaque do cenário musical alagoano.O seu nome é Elaine Kundera. A sua voz e interpretação dispensam apresentação.

Aos 17 anos de carreira, a intérprete se prepara para mostrar o seu talento em seu primeiro CD solo. O projeto está sendo montado em parceria com a ONG Candeeiro Aceso e está em fase de captação de recursos, escolha das músicas e detalhes da produção. O trabalho vai trazer 15 faixas, onde todas as músicas são inéditas e de cantores alagoanos.

Enquanto os detalhes da gravação do CD estão sendo acertados, Kundera continua com a sua agenda de shows  participações em projetos cultuirais. No dia 7 de Julho, ela participa do Projeto "Alagoas de Corpo e Alma", no canecão (Rio de Janeiro/RJ), com outros artistas alagoanos.


Elaine Kundera explica que o "Alagoas em Corpo e Alma" tem o objetivo de divulgar as potencialidades turístiicas e culturais do nosso estado, em apresentações pelo Brasil. Além de divulgar a música, também são mostrados o artesanato, a culinária, enenações teatrais e exibição de vídeos.

"O projeto possibilitará um intercâmbio com outros artistas dos lugares por onde passaremos", comenta. No Rio de Janeiro a direção do show está sob o comando de Leila Pinheiro, que sugeriu a música "Na primeira Manhã", de Alceu Valença, para Elaine cantar na noite do evento.

Além desse projeto a intérprete está sempre recebendo convites e marcando a sua presença nas grandes produções alagoanas, a exemplo do Teatro Solidário, Divas alagoanas, Dose Dupla e Viola Enluarada. Este último é realizado no município de União dos Palmares, em um coreto a céu aberto, com a participação de artistas locais e nomes de expressão do Estado.

Apesar de ter nascido em São João/SP e morado em Minas Geras durante um bom tempo, Elaine se considera arapiraquense. Ela veio morar na cidade com a sua família na década de 1980. E, desde então, onde quer que vá leva o nome de Arapiraca.

Quando canta, Elaine Kundera dá vida as músicas. Ela justifica que somente canta quando consegue sentir a música.

Em seu repertório estão músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Flávio Venturini, Zeca Baleiro, Moska, entre outros. E entre as vozes femininas interpreta canções de Ana Carolina, Alcione, Cássia Eller, Zélia Duncan, Marisa Monte, Maria Bethânia, Elis Regina, entre outras.


[ Fonte: Jornal "AL em Tempo", 28/06 a 04/07 de 2004 ]



[ Editado por Pedro Jorge ]




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Abdias Guilherme


"Abdias Guilherme ou simplesmente Abdias... Era, sem dúvida alguma, o nosso Cantor-Mor. Nos dez anos que vivo aqui, fizemos uma grande amizade. E eu tive o prazer de ser um dos seus compositores ('Muito além das estrelas, eu sei que existe um Deus bem maior','Levante a cabeça e não se esqueça, voce tem um Deus...'). Deus me deu hinos, só ouvindo Abdias cantar na sede. Alagoas jamais esquecerá o cantor que cantava e dizia: 'Se eu parar de cantar é como parar de respirar'. Aqui, a sua voz calou, com o parar do seu coração. Mas, sem dúvida, o coral celestial ganhou mais uma voz que não precisa mais dos microfones"
Erivaldo Teixeira
[ Fonte (frase): www.adalagoas.com.br ]



Morre o cantor Abdias Guilherme, ícone da música Gospel alagoana
Por Thiago Gomes


Cantor era atendido no mini pronto-socorro do Tabuleiro quando foi vítima de parada cardíaca.

A família assembleiana de Alagoas perde uma de suas mais belas vozes. Faleceu por volta das 17h desta sexta-feira (25) o cantor Abdias Guilherme, 64 anos, bastante conhecido por membros e congregados da Assembléia de Deus. A notícia foi confirmada pelo ministério local e também por parentes.

Segundo informou o evangelista Ederaldo Domingos, o cantor passou mal em casa, por volta das 15h, e foi levado às pressas para o minipronto-socorro do Tabuleiro do Martins. “Ele estava com a família e disse que não estava muito bem. Decidiram levá-lo rapidamente para o pronto-socorro, onde ele entrou em óbito", explicou.

Uma unidade do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda foi contatada por médicos do mini pronto-socorro. Abdias Guilherme foi transportado para a ambulância, onde a equipe insistiu por uma hora para reanimá-lo, mas não conseguiram.

O cantor sofria de doenças cardíacas, enfrentou dois infartos e, inclusive, já tinha passado por uma cirurgia no coração. A causa da morte foi parada cardíaca. O corpo dele foi levado, na ambulância do Samu, para o HGE (Hospital Geral do Estado), onde foi atestada a morte.

Ainda de acordo com o evangelista Ederaldo, o corpo do cantor Abdias será exposto para visitação pública a partir das 21 horas desta sexta-feira, na Igreja Assembleia de Deus no Tabuleiro do Martins, liderada pelo pastor José Luiz dos Santos. O sepultamento ocorrerá neste sábado, às 16 horas, no cemitério São Luiz, no Tabuleiro do Martins.

Abdias Guilherme era casado com a irmã Ana Hilda e deixa três filhos. Em toda a sua trajetória no ministério de louvor, gravou seis LPs e seis CDs, com canções que ficaram na memória de evangélicos e não-evangélicos.


Cantor vivia com 50% da capacidade do coração

Em 2009, o cantor sofreu o segundo infarto e fez uma cirurgia. Em culto de doutrina, no templo-sede, ele contou como foram os momentos difíceis que enfrentou. Entre outras coisas, disse que estava vivendo com 50% da capacidade do coração. Apesar disso, tinha ânimo em dizer que não era chegada a sua hora de partir para a eternidade.

Caminhando lentamente por ainda estar se recuperando, ele foi para a igreja e contou um pouco da dificuldade e ainda louvou ao Senhor. Era a primeira vez, após a doença, que ele ia ao culto de doutrina na igreja-sede.

Com segurança e confiando na Palavra de Deus, o cantor ressaltou que estava longe de morrer. “O Senhor me falou que não vou morrer agora, apesar da minha situação ser muito delicada”, revelou Abdias naquela noite.

De acordo com ele, no dia em que sentiu fortes dores no peito previu, imediatamente, que seria um infarto. A experiência anterior com o problema o fez classificar o seu quadro de saúde. “Era uma dor parecida com dor de estômago e falei logo com a minha esposa para providenciar um socorro médico”, narrou.

Abdias Guilherme descreveu naquele culto que foi levado ao minipronto-socorro do Tabuleiro do Martins, recebeu diretamente medicamento na veia, mas sentiu-se mal e os familiares decidiram levá-lo ao Hospital Geral do Estado, no bairro do Trapiche.

“No caminho até o HGE, pensei que seria difícil ir ao Hospital dos Usineiros pelo fato de ser caro o internamento, mas Deus falou em meu coração para entrarmos lá. Fui muito bem atendido e quando acordei, após trinta minutos, estava na UTI Coronária com o médico dando massagem no meu peito", disse Abdias Guilherme.

Abdias ainda lutou contra os efeitos colaterais dos medicamentos que tomava diariamente, mas avisou, à época, que estava bem e que nada afetaria a sua voz. No culto, ele enalteceu a Deus com um de seus grandes sucessos - "Chuva de Verão" - sem titubear.


[ Fonte: Site-AD Alagoas,25/02/2011 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]


SAIBA MAIS

Site - AD Alagoas / www.adalagoas.com.br